sexta-feira, 24 de agosto de 2012

QUE POVO É ESTE QUE DEIXA MATAR OS SEUS FILHOS E NÃO REAGE…?



O Governo, o escolhido pelos "donos do mundo" para a execução de uma estratégia destruidora do património português, não deu, desta vez, a cara, nem quis correr riscos de enviar o ministro da propaganda, já descredibilizado. Desta vez, refugiou-se num assessor (há pouco tempo despedido do FMI para vir ocupar altas responsabilidades na destruição do País), não aproveitando nenhum dos comentadores televisivos a quem costuma encomendar este tipo de serviços (Marcelo ou Marques Mendes) – tal era a importância do acontecimento que não permitia que se cometessem erros, nem correr riscos, como o ocorrido com o Professor Marcelo na tentativa de lavar a responsabilidade do roubo do subsídio de Natal. De facto, o governo subiu a parada e entregou o serviço ao seu conselheiro e ministro-sombra, responsável da secção de vendas a retalho do País – António Borges.

"- A notícia sobre a 'hipótese em cima da mesa', de concessão do serviço público a um privado e encerramento da RTP2, foi dada em primeira mão ao jornal Sol que a anunciou na sua edição electrónica [] antes de ser divulgada pela TVI, no Jornal das 8…."

"- A notícia do SOL é assinada exclusivamente pelo vogal do conselho de administração do jornal, José António Lima, e não por jornalistas que geralmente cobrem os temas televisão e media, o que sugere ter o assunto sido tratado apenas ao mais alto nível no seio do jornal por alguém em posição de deter e poder controlar a divulgação da informação conveniente." (vide "Vai e Vem")

A exemplo da venda EDP, da REN, do Pavilhão Atlântico (este aparentemente ficou em casa, como se pode ler em "Sair da crise é possível…") a nossa riqueza, a riqueza dos nossos filhos está a ser desbaratada.

Um povo sem memória, sem bens pessoais, sem cultura própria, sem herança do passado está condenado ao desaparecimento – à morte. Já não seremos nós quem morre por estes motivos, mas os nossos filhos que, sem heranças do passado, estarão a ser absorvidos por outras culturas, em suma, a serem destruídos, mortos… E… somos nós que o estamos a permitir.

Como nos poderemos qualificar ao deixarmos morrer o que foi gerado nas nossas entranhas…?

São os nossos filhos…

Sem comentários: