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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

CONSEQUÊNCIAS DA CRISE



Depois de ter recebido alguns e-mails com mensagens semelhantes, embora com pequenas diferenças, resolvi publicar este post como súmula das notícias recebidas.

NA GRÉCIA:


 I - Zeus vende o trono a uma multinacional coreana.
II - Aquiles vai tratar do calcanhar no Serviço Nacional de Saúde.
III - Eros e Pan, aproveitando o incentivo ao investimento jovem, inauguram um prostíbulo.
IV - Hércules suspende os 12 trabalhos, metade dos quais por falta de pagamento.
V - Narciso vende pequenos espelhos "made in China", para pagar as dívidas dos cosméticos.
VI - O Minotauro puxa carros-de-bois turísticos para fazer face ao custo de vida.
VII - A Acrópole foi vendida à IURD.
VIII - Medusa foi rejeitada pela Sra. Merkel, como negociadora grega, alegando esta que "ela tem minhocas na cabeça".
IX - Sócrates inaugura o Cicuta's Bar para ganhar uns trocados.
X - Dionísio vende vinho à beira da estrada de Marathona.
XI - Hermes entrega currículo para trabalhar nos correios, para o serviço de entregas rápidas.
XII - Afrodite aceita posar para a Playboy.
XIII - Apolo faz fotos para a G-Magazine.
XIV. As Ninfas, desempregas e sem subsídios, aderem ao "projecto de emigração dos jovens qualificados", tendo Zeus criado incentivos para trabalharem como "massagistas" nos países ricos do Norte da Europa e da Alemanha.
XV - A ilha de Lesbos abre um resort hétero.
XVI - Para economizar energia, Diógenes apaga sua lanterna.
XVII - O Oráculo de Delfos esvazia os números do orçamento e provoca pânico nas Bolsas.
XVIII - Áres, deus da guerra, é apanhado em flagrante a desviar armamento para a guerrilha síria.
XIX - A caverna de Platão acolhe milhares de sem-abrigo.
XX - Foi, finalmente, foi descoberto o motivo da crise: o povo vê-se grego para compreender os economistas e, estes, não falam a linguagem dos HUMANOS.

EM PORTUGAL:


Não temos deuses, mas temos Relvas a tirar vários cursos superiores (até ao fim do ano?) para interpretar a forma de se sair da crise; nem que, para tal, tenha de vender a RTP, a TAP, a ANA e, porque não, o Palácio de Belém, alegando ter sido lá (no palácio) que nasceu o redentor. Talvez houvesse comprador para o palácio nos "novos ricos" que esta crise tem gerado… principalmente se tiverem imbuídos do espírito de redenção, como o homem das promoções do 1º de Maio.

PARA O RESTO DO MUNDO:


A continuar assim… só resta aguardar pelo APOCALISE…!

terça-feira, 20 de março de 2012

ESTAMOS A MEIO DA PONTE


Parabéns Hugo Mendes (in Jugular) pelo eloquente esclarecimento sobre afirmação do Ministro Gaspar relativamente à crise – "Estamos a aproximar-nos do meio da ponte".

Para que não haja confusões, eis a demonstração explicativa de Hugo Mendes:


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A gordura do Estado

Os trabalhadores da Função Pública deixaram, há muito, de ser seres humanos; são meros recursos – recursos humanos, mas recursos; hoje – por causa da crise (ah…! ah…! ah…!), dizem eles –, já não têm rosto (lembram-se daquele anúncio “os funcionários públicos têm rosto…”), são simplesmente gordura do estado. Para este governo, os funcionários públicos são potes de gordura que é preciso derreter para alumiar o caminho miserável que os zombies restantes percorrem. E, segundo parece, querem acabar com 300 mil potes de gordura.


Não se ria quem não for funcionário público…! Não! A seguir, os ossos vivos que restarem serão reciclados com a gordura eliminada pelos bons alunos da Europa, transformada em alimento e dada à banca e ao demais capital, como alimento.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Ainda bem…!


Pedro Passos Coelho, Primeiro-ministro do Governo Português e Presidente do PPD/PSD, afirmou: “As medidas são minhas, o défice não…”

Ainda bem… Senhor Primeiro-ministro! Porque, se o défice tivesse sido feito por si, a exemplo do que foi feito na Madeira pelo partido de que o senhor é Presidente, então estaríamos irremediavelmente perdidos…

Fique-se pelos seus medos e mentiras, demita-se e vá para casa. O povo agradece!

Olhe que até o Senhor Presidente da República reconheceu, em Florença, a necessidade de se alterarem as soluções que, até agora, estavam a ser implementadas; que se teria de pensar no crescimento económico e não somente no pagamento da dívida…

Deixe de andar aterrorizado pela manifesta incapacidade, já demonstrada, de governar. O défice é global. Não foi criado por si; embora tenha sido criado por gente que pensa como o senhor. A diferença é que muitos deles já arrepiaram caminho, outros alteraram as suas práticas e o senhor não.

O flautista de Hamelin ou o Mentiroso de Portugal



Na versão original, que surgiu provavelmente na Idade Média, nos territórios que formavam a Alemanha, em 1284, a cidade de Hamelin combatia, sem resultado, uma infestação de ratos. Certo dia, porém, chega à cidade um “caçador de ratos” com uma proposta de solução para o problema.
Depois de celebrar o acordo com a cidade, o homem iniciou a desratização: pegou numa flauta e, tocando-a, hipnotizou os ratos que o seguiram até ao Rio Weser, onde morreram afogados.
Mais tarde, como os responsáveis da cidade não cumpriram o acordo, o flautista aproveitou-se do temporário compromisso dominical dos habitantes de Hamelin, na Igreja, para se vingar. Utilizando fórmula idêntica à que usou com os ratos, arrastou todas as crianças (filhas dos habitantes de Hamelin) para o rio, provocando-lhes sorte idêntica à dos roedores – afogou-as.
a    w
Na versão actual, iniciada em Junho de 2011, em Portugal, o flautista não hipnotiza nem crianças, nem ratos. Arrasta consigo o povo que o elegeu, juntamente com os que votaram contra, para destinos semelhantes. O poder dele não está na flauta, mas na mentira. Será muito difícil, no fim da história, contabilizar quantos morreram (ou, se calhar mais fácil, sobreviveram) e a forma como aconteceu. Assim, no final da história, talvez tenha ficado algum dos seus assessores para esclarecer:
-     Quantos habitantes terão morrido de ataque cardíaco?
-     Quantos se suicidaram, movidos pelo desespero?
-     Quantos definharam, pela fome e pelos maus tratos?
-     Quantos foram assassinados, para que a ordem cega se continuasse a cumprir?
-     Quantos, incapazes de alterar o curso das suas vidas, deixaram morrer os seus filhos, na expectativa de que a morte fosse um bálsamo para a sua existência?

Esta é a história do mentiroso de Portugal.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Pouca, a sorte dos portugueses



Porque é que o Parlamento da Eslováquia ratificou o alargamento do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF)?

Ao fazê-lo, provocou a queda do Governo centro-direita da primeira-ministra Iveta Radicova, evitou o ataque cardíaco de Passos Coelho e afastou a hipótese de termos de substituir o nosso primeiro-ministro (ou avançarmos para eleições antecipadas).

Somos, de facto, um País de pouca sorte…