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terça-feira, 1 de maio de 2012

A MORTE DO SABER DE UM POVO



Pensei em escrever uma carta aberta ao PM Passos Coelho; mas, cartas escrevem-se se houver uma relação social entre os correspondentes… Neste caso não há relação social, nem de amizade ou inimizade – existe, tão-só, indiferença – que, julgo, é o pior sentimento que se pode "nutrir" por alguém.

Todavia, não posso calar a denúncia do comportamento deste governo. Pode parecer uma redundância apregoar o que todos sabem, o que muitos, no mais recôndito das suas hipócritas e comprometidas consciências, fingem ignorar e o que bastantes sentem de desilusão para lutar.

Os meus pais (felizmente para eles) já morreram. Deste modo, foram poupados à vilania e desrespeito como seriam tratados se ainda fossem vivos. Porém, os meus sogros (nos seus oitenta e muitos anos) e muitos outros pais que "teimosamente" (que, se calhar, é o advérbio com que este Governo qualifica a resistência deste povo) tentam subsistir, vêem, a cada dia que passa, ser-lhes roubada a possibilidade de viverem os seus últimos dias com dignidade. Pior…! Eles não necessitariam de favores para usufruírem dos seus direitos – descontaram durante toda a sua vida para poderem gozar, sem sacrifícios de maior e condignamente, os últimos dias da sua existência.

Hoje, 1 de Maio, marco histórico da conquista de direitos dos trabalhadores (por este andar, num futuro próximo, escravos…) sou confrontado com mais um dislate grosseiro do Sr. PM PPC: – "… o subsídio de Férias e o subsídio de Natal, para os aposentados e pensionistas, só voltarão em 2018"… (o texto pode não reproduzir fielmente o discurso de PPC, mas a ideia é esta).

– Acreditará o Sr. PM que os aposentados idosos resistirão até 2018…?

– Acreditará o Sr. PM que, dificultando o acesso à saúde e retirando condições de vida aos idosos, estes resistirão até 2018…?

– Acreditará o Sr. PM que, aumentando os impostos e retirando benefícios fiscais aos idosos mais desfavorecidos, eles resistirão até 2018…?

– Ou será que o Sr. PM acredita que os idosos são os excedentários e não deveriam existir em 2018…?

Custa-me a acreditar que alguém, por mais incompetente e "mente caput" que seja, pense desta maneira; mas a prática governamental contraria a minha crença.

Corremos o risco, se não modificarmos o estado em que se encontra o nosso País, de vermos este governo apregoar, em 2018, "conseguimos aumentar a riqueza deste País", ignorando o preço que este povo sofredor pagou: a morte precoce, sem esperança, sofrida e desiludida do seu saber mais válido e experimentado – os seus Idosos.

sábado, 10 de março de 2012

ACAMAR – Dispor em camadas…


A notícia parece simples…

Para uns, velhice; para outros, terceira idade; para este governo – Estorvo…!




A solução passa por qualquer coisa como acamá-los, cujo significado, aqui, é de pô-los em camadas e não de os pôr na cama.

Tem, também uma vantagem – não morrem sozinhas…



Esta solução tem a relevância de abreviar (devido ao esforço) o tempo em que serão "depositados em camadas", preparando-os para o último estádio:


Desta forma poupa-se muito – é a chamada ECONOMIA DE ESPAÇO…! (?)