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terça-feira, 14 de outubro de 2014

DESCANSADOS PELO PÂNICO




Esperemos que o pânico não seja tão grave como a realidade.

Todavia, devemos estar descansados relativamente ao ébola. Em Portugal não há crise, enquanto tivermos a garantia de sermos liderados pelo actual governo e pelos seus colaboradores de excelência.

Depois de vermos o modo como foi feita (e continua a ser feita) a “reforma” judicial, a rapidez com que está a ser resolvido o problema do “citius”, a forma brilhante como se deu (está e estará a dar) a abertura do ano lectivo, a forma como foi valorizada a investigação (implodindo metade das unidades de investigação do País), nada há a temer. Somos geridos pela excelência…!


Só nos resta (talvez) entregar a alma ao criador. E, mesmo assim, será que vamos a tempo…?


quinta-feira, 15 de maio de 2014

EMBUSTE ou CRENÇA (?)




– Tratem da alma, que o corpo já não tem cura…!

– O Serviço Nacional de Saúde (SNS) já não resolve os seus problemas? Procure perto de si um(a) curandeiro(a) que o trate…!

Estas frases poderiam ser “slogans” da 5.ª edição das Jornadas da Saúde, que decorrem de 5 de Maio ao final desta semana e incluem dezenas de actividades em vários espaços parlamentares, entre rastreios, check-ups, conferências e workshops.

E… o que é estranho nisto?

Começa por, no âmbito destas Jornadas da Saúde que estão a decorrer na Assembleia da República, Alexandra Solnado ter sido convidada para as integrar, fazendo uma “palestra” sobre “como as memórias das vidas passadas interferem na saúde”. Não é o convite, em si, que é estranho; é o que ele representa…

Depois, leva-nos a pensar “qual a relação entre a saúde, o SNS e os curandeiros (bruxos)”?

Por último, duvidamos das intenções ocultas por detrás desta aparente preocupação pela nossa saúde, quando é sobejamente conhecida a intenção de “destruir” o SNS.


Para mim – ao contrário do que pensa e escreveu no facebook Alexandra Solnado (de que “é um positivo sinal de evolução”...) – não considero como sendo um sinal positivo de evolução; todavia, reconheço que “acompanha a tendência destes novos tempos”: substituir o SNS por medidas alternativas, iludindo os utentes, beneficiários e, principalmente, os doentes, encurtando a sua esperança de vida, reduzindo os custos e favorecendo esta economia liberal desenfreada e irresponsável.

Se tinha dúvidas, já foram esclarecidas: Estamos a ser governados por medievos, que confundiam os curandeiros com os dentistas; e estes com os barbeiros. Qual a diferença…?


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Saúde, educação e segurança social




A SIC informava, hoje, às 13:28, que o ministro das Finanças explicaria esta tarde, no Parlamento, as novas medidas de austeridade e esperava que dissesse finalmente onde e quanto vai cortar na despesa publica.
Pelo que foi explicado (nada) no Parlamento e pelo vídeo da SIC, concluo que os cortes não são na despesa pública e nas gorduras do estado. São em bens essenciais do povo (não do estado): Saúde, educação e segurança social.