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quinta-feira, 22 de junho de 2017

VALE TUDO



Para quem ainda não acredita na manipulação da informação.
Contributo para compreender a ética deontológica do jornalismo em Portugal.

Percebe-se, agora, como se consegue ter no ar, durante mais de uma hora, jornalistas e comentadores a falar da queda de um avião, sem sequer confirmarem o desastre. A sede de sangue é tanta que nem se confirma a origem ou a veracidade da notícia.

Qual o objectivo?




«Nos últimos dias, à semelhança de toda a imprensa espanhola, o El Mundo (Espanha) tem publicado inúmeras notícias sobre o incêndio de Pedrógão Grande. Mas ao contrário da generalidade dos jornais, como o El Pais e outros que o têm feito de forma neutra, o El Mundo tem publicado textos, sem excepção, que demonstram uma orientação claramente anti-governamental e que procuram atribuir responsabilidades a António Costa, Ministros e autoridades portuguesas.

Alguns exemplos: “Caos no maior incêndio da história de Portugal: 64 mortos, um avião-fantasma e 27 aldeias evacuadas.”, “gestão desastrosa da tragédia”, "A evidente falta de coordenação entre as autoridades, provocou uma enxurrada de críticas à gestão do desastre por parte do Governo do primeiro-ministro António Costa, e em particular da ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, a menos de quatro meses das eleições legislativas.”

O caso atinge mesmo proporções políticas colossais. Não só é sugerido que o caso pode fazer cair ministros e até todo o governo, sugere ainda que pode mesmo “pôr fim à carreira política de António Costa.” É este o clima que o El Mundo diz que se vive em Portugal.

A torrente de notícias duras e o tom crítico não tardaram a chegar a Portugal, e a imprensa portuguesa, na sua maioria, deu eco às críticas do El Mundo: Sábado, SIC Notícias, Jornal Económico, Observador, Expresso, Correio da Manhã são exemplos de órgãos que foram publicando notícias sobre aquelas notícias. Casos destes são frequentes: recorrer à imprensa internacional para validar posições sobre questões internas; ver o que “o que se anda a dizer de nós lá fora” e, se disserem mal, há quase automaticamente um enorme potencial mediático.

O autor de todos estes textos do El Mundo é sempre o mesmo: Sebastião Pereira. E é justamente aqui que o problema começa. Até ao último Sábado, Sebastião Pereira nunca tinha escrito um único texto no El Mundo ou em qualquer outro órgão de comunicação social português ou espanhol. Uma conclusão que resulta de uma pesquisa em todos os arquivos online. Não há também qualquer registo com o nome de Sebastião Pereira na Comissão da Carteira Profissional de Jornalista (CCPJ), a única instituição que pode habilitar jornalistas portugueses a exercer a profissão em Portugal. Nas redes sociais, nas escolas de jornalismo e entre jornalistas que estiveram no local do incêndio, ninguém sabe ou ouviu falar de tal nome.

Segundo o El Mundo, Sebastião Pereira é um freelancer a actuar em Lisboa, que, no Sábado, se ofereceu directamente ao jornal para fazer a cobertura dos incêndios florestais de Pedrógão Grande, aproveitando para isso o facto de já estar pela zona.

É este o estranhíssimo caso de Sebastião Pereira, o jornalista-fantasma.

Neste momento, e depois de investirmos algumas horas no assunto, podemos afirmar com segurança que o "jornalista português Sebastião Pereira" não existe, logo:

1. Ou Sebastião Pereira não é jornalista e, usando o seu nome próprio ou um pseudónimo, enganou um dos maiores jornais espanhóis e a imprensa portuguesa foi de arrasto num enorme logro.

2. Ou Sebastião Pereira é um jornalista português com carteira (ou carteira de estagiário) que está a usar um pseudónimo para dissimular a sua verdadeira identidade (na consciência, talvez, de que a verdadeira identidade cortaria a corrente mediática que se formou e que deu origem às notícias em Portugal)

3. Ou o El Mundo está a enganar todos os seus leitores e não contratou nenhum jornalista, estando apenas a reproduzir textos de outros órgãos, criando a assinatura de uma personagem fictícia.

Em qualquer das hipóteses, o caso é gravíssimo por várias razões. Desde logo, porque podemos já dizer que grande parte da imprensa portuguesa foi caixa de ressonância de uma notícia que tem, no mínimo, um problema de consistência enorme no plano da autoria. Mas pode ainda ser mais grave, dependendo do que vier a saber-se a partir deste preciso momento.

Entendemos que o El Mundo tem de dar explicações sobre este caso, identificando inequivocamente Sebastião Pereira. Tem de dar explicações urgentes. É nesse sentido que propomos a todos os nossos seguidores que nos ajudem a contactar Paco Rosell (Diretor) e Silvia Roman (Jefa Sección Internacional), para que ambos se pronunciem sobre o que se está a passar.




terça-feira, 28 de outubro de 2014

A URGÊNCIA DE REFUNDAR A ÉTICA E A MORAL




Depois de ler o post de Leonardo Boff – professor e conferencista no Brasil e no estrangeiro nas áreas de teologia, filosofia, ética, espiritualidade e ecologia. – não resisti a publicá-lo. Poderia, simplesmente, quedar-me por informar o “link” deste texto, mas, conhecendo, como julgo conhecer, os meus leitores, optei por transcrevê-lo: não é só respeito; é partilha e solidariedade na informação.

Ei-lo:

«Uma das demandas maiores actualmente nos grupos, nas escolas, nas universidades, nas empresas, nos seminários de distinta ordem é a questão da ética. As solicitações que mais recebo são exactamente para abordar este tema.

Hoje ele é especialmente difícil, pois não podemos impor a toda a humanidade a ética elaborada pelo Ocidente na esteira dos grandes mestres como Aristóteles, Tomás de Aquino, Kant e Habermas. No encontro das culturas pela globalização somos confrontados com outros paradigmas de ética. Como encontrar para além das diversidades, um consenso ético mínimo, válido para todos? A saída é buscar na própria essência humana, da qual todos são portadores, o seu fundamento: como nos devemos relacionar entre nós seres pessoais e sociais, com a natureza e com a Mãe Terra. A ética é da ordem prática, embora se embase numa visão teoricamente bem fundada. Se não agirmos nos limites de um consenso mínimo em questões éticas, podemos produzir catástrofes sócio-ambientais de magnitude nunca antes vista.

Vale a observação do apreciado psicanalista norte-americano Rollo May que escreveu: “Na actual confusão de episódios racionalistas e técnicos perdemos de vista e despreocupamo-nos do ser humano; precisamos agora voltar humildemente ao simples cuidado; creio, muitas vezes, que somente o cuidado nos permite resistir ao cinismo e à apatia que são as doenças psicológicas do nosso tempo”(Eros e Repressão, Vozes 1973 p. 318, toda a parte 318-340).

Tenho-me dedicado intensamente ao tema do cuidado (Saber Cuidar,1999; O cuidado necessário, 2013 pela Vozes). Segundo o famoso mito do escravo romano Higino sobre o cuidado, o deus Cuidado teve a feliz ideia de fazer um boneco no formato de um ser humano. Chamou Júpiter para lhe infundir espírito, o que foi feito. Quando este quis impor-lhe um nome, levantou-se a deusa Terra dizendo que a tal figura foi feita com o seu material e assim teria mais direito de dar-lhe um nome. Não se chegou a nenhum acordo. Saturno, o pai dos deuses, foi invocado e ele decidiu a questão chamando-o de homem que vem de húmus, terra fértil. E ordenou ao deus Cuidado: “você que teve a ideia, cuidará do ser humano por todos os dias de sua vida”. Pelo que se vê, a concepção do ser humano como composto de espírito e de corpo não é originária. O mito diz: “O Cuidado foi o primeiro que moldou o ser humano”.

O Cuidado, portanto, é um “a priori” ontológico, explicando: está na origem da existência do ser humano. Essa origem não deve ser entendida temporalmente, mas filosoficamente, como a fonte de onde permanentemente brota a existência do ser humano. Temos a ver com uma energia amorosa que jorra ininterruptamente, em cada momento e em cada circunstância. Sem o cuidado o ser humano continuaria uma porção de argila como qualquer outra à margem do rio, ou um espírito angelical desencarnado e fora do tempo histórico.

Quando se diz que o deus Cuidado moldou, por primeiro, o ser humano visa-se a enfatizar que ele empenhou nisso dedicação, amor, ternura, sentimento e coração. Com isso assumiu a responsabilidade de fazer com que estas virtudes constituíssem a natureza do ser humano, sem as quais perderia sua estatura humana. O cuidado deve se transformar em carne e sangue de nossa existência.

O próprio universo se rege pelo cuidado. Se nos primeiros momentos após o big-bang não tivesse havido um subtilíssimo cuidado de as energias fundamentais se equilibrarem adequadamente, não teriam surgido a matéria, as galáxias, o Sol, a Terra e nós mesmos. Todos nós somos filhos e filhas do Cuidado. Se nossas mães não tivessem tido infinito cuidado em nos acolher e alimentar, não saberíamos como deixar o berço e buscar nosso alimento. Morreríamos em pouco tempo.

Tudo o que cuidamos também amamos e tudo o que amamos também cuidamos.

Junto com o cuidado nasce naturalmente a responsabilidade, outro princípio fundador da ética universal. Ser responsável é cuidar que nossas acções não sejam maléficas para nós e para os outros mas, ao contrário, sejam benéficas e promovam a vida.

Tudo precisa ser cuidado. Caso contrário deteriora-se e lentamente desaparece. O cuidado é a maior força que se opõe à entropia universal: faz as coisas durarem muito mais tempo.
Como somos seres sociais, não vivemos mas convivemos, precisamos da colaboração de todos para que o cuidado e a responsabilidade se tornem forças “plasmadores” do ser humano. Quando nossos ancestrais antropóides iam em busca de alimento, não o comiam logo como fazem, geralmente, os animais. Colhiam-no e o levavam ao grupo e cooperativa e solidariamente comiam juntos, começando pelos mais jovens e os idosos e em seguida os demais. Foi essa cooperação que nos permitiu dar o salto da animalidade para a humanidade. O que foi verdadeiro ontem continua sendo verdadeiro também hoje. É o que mais nos falta no mundo que se rege mais pela competição do que pela cooperação. Por isso somos insensíveis face ao sofrimento de milhões e milhões de pessoas e deixamos de cuidar e de nos responsabilizar pelo futuro comum, da nossa espécie e da vida no planeta Terra.

Importa reinventar esse consenso mínimo ao redor desses princípios e valores se quisermos garantir nossa sobrevivência e de nossa civilização».


terça-feira, 24 de julho de 2012

CORRUPTOS…???



Percebem, agora, o que queria dizer – e disse – D. Januário Torgal Ferreira…?

Ora vejam (notícia da RTP):



A contratação da firma norte-americana "Perella" esteve desde o início envolta em polémica. Não só por se tratar de uma empresa, alegadamente, sem experiência em privatizações e sem historial de conhecimento da área da energia, mas também porque o seu nome foi posto em cima da mesa pelo ministro das Finanças, já depois de ter sido elaborada uma lista restrita, com nomes de assessores financeiros, que não incluía a Perella. A exclusão dos candidatos portugueses, como o BESI (que seria contratado pelos grupos que venceram as duas privatizações), o BCP e estrangeiros, levou alguns deles a questionarem a opção governamental. (Fonte)

O Ministério Público fez buscas, no âmbito da operação Monte Branco, à Caixa BI, Parpública e BESI por “suspeita da prática de crimes de fraude fiscal qualificada, tráfico de influências, corrupção e abuso de informação privilegiada”.


Tão transparentes que eles são…!

Se isto não for considerado crime de fraude fiscal qualificada, tráfico de influências, corrupção e abuso de informação privilegiada… então estes tipos de crimes não existem…!


quinta-feira, 28 de junho de 2012

QUE MAL CUIDE EM PERGUNTAR… (9)




Com o título "Ricardo Rodrigues deixa direção do grupo parlamentar do PS", o Expresso informou a suspensão de funções do vice-presidente da direcção do Grupo Parlamentar do PS.

Na próxima terça-feira, embora contra vontade dos partidos do poder, será novamente ouvido na Comissão Parlamentar de Ética o Ministro José Relvas.


Subsiste uma dúvida relativamente à ética democrática:

– Será que é desta que Miguel Relvas suspende a sua actividade política…?

– Demitir-se-á …?

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Anti-jornalismo

Estava a passar os olhos pelo jornal online Brasil 247 e reparei esta "chamada":


Pensei:

– No Brasil, há órgãos de Comunicação Social que ignoram e desrespeitam o dever de informar motivados por um sentimento – O Ciúme;

– Em Portugal, este dever é ignorado e desrespeitado quase sempre por canalhice, sabujice e/ou pulhice.

As motivações são outras…!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Nem quero acreditar…!


RTP – Jornal da Tarde

Se me contassem, não acreditaria…
Aquilo que, até há bem pouco tempo, consideraria uma relação contra-natura, depois de ver este vídeo, terei de reconsiderar e alertar os mais distraídos.
O que aproxima determinados homens (ou mulheres) não é a honra, nem a ética ou a moral; não são os valores da democracia e o respeito pelos outros e pelos seus ideários; não é a memória daqueles que os precederam.
Zeca Afonso alertou-nos que “Os vampiros devoram-se a si mesmos/ Não usam uniforme, são venais/ Mas quando os mais são feitos em torresmos/ Não matam os tiranos, pedem mais”; e Pablo Neruda apela à memória para honrarmos a gente nobre que nos precedeu: “No nos moveran… Yo vengo a ablar por vuestra boca muerta”.
Todavia, o que une “gentalha” como esta não são os interesses e a salvaguarda dos direitos do povo; não é a luta pela defesa dos interesses nacionais; não é o pugnar por valores mais altos… Não, nada disto. O que une este tipo de gente é a ambição desmedida, a ganância despudorada pelo poder a qualquer custo e garantir o alimento das clientelas que os suportam.
Claro que não refiro somente a estes. Estes são evocados aqui tão-somente como amostragem de muitos outros que, muitas vezes por serem tão evidentes, nem reparamos neles.
É chegado o momento de despertarmos; o tempo urge.

sábado, 24 de setembro de 2011

Os efeitos do passado na contemporaneidade…


Fernando Pimenta relembrou – e muito bem – no seu Facebook:
‎”- 1992 (há 19 anos) - o Prof. Sousa Franco, na altura Presidente do Tribunal de Contas, alertava para o facto de as contas da Madeira serem insustentáveis!!!
- 1994 (há 17 anos) - Prof. Cavaco Silva era 1º ministro; Dr. Eduardo Catroga era ministro das finanças!!!
- 2011 ( há 8 dias ) - Dr. Catroga defendeu a ideia de que o buraco da Madeira era consequência de 6 anos de governo Sócrates ! ... ai Sr. Doutor, Sr. Doutor !!!”

Quatro coisas poderão ter acontecido:
a)    Ou o Dr. Catroga já não sabe fazer contas (2011-1992=6, em vez de 2011-1992=19)…
b)    Ou, quando era ministro do governo do Prof. Cavaco Silva, governava com a cabeça enterrada na areia…
c)    Ou está balhelhas…
d)    Ou, para o Dr. Catroga, inoculado com o ódio dos detractores de José Sócrates e do seu governo – e isso é ainda mais grave –, vale tudo, mesmo a desonestidade política, ética e moral.
Nada de que já não esperássemos e estivéssemos habituados!

domingo, 11 de setembro de 2011

Contaminação metonímica

Estrela Serrano, no blogue que partilha com Azeredo Lopes, escreve: “as três manchetes do Correio da Manhã sobre “negócios” de familiares de José Sócrates publicadas nas últimas semanas recorrem à fotografia do ex-primeiro ministro, produzindo um efeito decontaminação metonímicaao criarem no leitor uma aproximação entre José Sócrates e os “negócios” do “tio” ou do “primo”´(ver aqui).
Só uma pessoa tão discreta, como a professora Estrela Serrano, se conseguiria conter na qualificação que atribui ao Correio da Manhã. Para mim, não tão circunspecto, chamaria a estas “filhas de putice” aquilo que, na realidade são – “filhas de putice”.
Não sei o que se poderá chamar aos profissionais que as redigem, nem à orientação editorial que norteia este pasquim. Não sei, mesmo…! Nem estou interessado em saber ou a prestar atenção a quem se “alimenta do mal dos outros e regurgita veneno e ódio gratuitamente.
Sei como as pessoas (apesar da mórbida curiosidade que muitos têm e bastantes o lerem) ficaram aliviadas e agradecidas com o fim do “News of the World” – jornal que já tinha perdido todas as referências, o sentido de responsabilidade, etc. …
Para os mais distraídos (principalmente, para os que não lêem o CM), hoje, 11 de Setembro de 2011, passados 10 anos sobre o atentado às “Torres Gémeas”, reparem e comparem a notícia que o CM apresentou sobre esse atentado com a notícia e fotografia do familiar que – nada tendo com a vida privada dos seus tios e primos – aqui é retratado:


Podem chamar-lhe, até, contaminação metonímica; para mim chamar-lhes-ia… aquilo que vós também chamais.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O Bem-Amado…



Miguel Relvas não é só o poderoso número dois do Governo. Também no Brasil tem amigos de peso e portas abertas. Lá, o ministro-adjunto garantiu sólidas amizades, influência e bons negócios.” Este é o início do texto publicado pela Visão, esta semana, e que pode ver aqui.

No título do texto da Visão, Miguel Relvas é apodado de “o Bem-Amado”, por analogia com a telenovela brasileira protagonizada por Paulo Gracindo.
Inspirada numa peça teatral do próprio autor – Dias Gomes –, com o título “Odorico, o Bem-Amado ou Os Mistérios do Amor e da Morte”, e escrita em 1962, foi a primeira novela produzida em cores na televisão brasileira.
Para este caso concreto, poderemos resumir o argumento da novela à narração das peripécias levadas a cabo pelo prefeito Odorico Paraguaçu, um político corrupto e cheio de artimanhas, que tem como meta prioritária na administração da sua cidade de Sucupira (nome fictício, no litoral baiano) a inauguração do cemitério local. Nela é realçada a bajulice do secretário gago, Dirceu Borboleta, profundo conhecedor dos lepidópteros e das irmãs Cajazeiras, suas correligionárias e defensoras fervorosas: Doroteia, Dulcineia e Judiceia.

Da leitura do texto da visão, “escapou-se-me” o sentido da analogia entre o Ministro Miguel Relvas e o Bem-Amado. Será que, a exemplo do prefeito Odorico Paraguaçu, Miguel Relvas também quer o cemitério para Portugal…? Ou será outro... ?

sábado, 3 de setembro de 2011

Não é por acaso…


Não é por acaso – e muito menos se poderá considerar uma atitude imatura, irreflectida ou pueril – a forma como este Governo e, principalmente, o Ministro Miguel Relvas, usa e abusa da “agitação e propaganda” na mistificação dos interesses populares e nacionais. Atente-se ao caso das 687 facturas encontradas pelo ministro numa arrecadação fechada…


Espero que, a exemplo do que fizeram, a quando da enganadora denúncia do ministro, os “nossos” órgãos de comunicação social reponham e esclareçam a verdade, em manchetes idênticas às que utilizaram quando cumpriram a propaganda ministerial.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

RTP – o outro lado da história


Recebi, via e-mail, o seguinte texto enviado por um amigo. A sua revolta era enorme pela hipocrisia e desonestidade postas neste negócio, aparentemente imposto pela troika – o que não é verdade. Poderia fazer alguns considerandos pessoais sobre este assunto, mas, certamente, desvirtuaria o próprio texto.
Ei-lo:
“O que deveria saber sobre a RTP, mas que a Ongoing… não vai contar.
1º Sabia que todos os países da Europa comunitária (e até os Estados Unidos) têm serviços públicos de televisão e que o modelo misto de mercado que existe em Portugal é a regra e não a excepção?
2º - Sabia que o serviço público de televisão prestado pela RTP é não só um dos mais baratos da Europa, como também um dos mais baratos do mundo? Custa cerca de 15 cêntimos por dia; não por pessoa, mas por contador de luz.
3º Sabia que, por esses 15 cêntimos, são emitidos diariamente 11 canais de televisão com programação diferenciada (RTP1, RTP2, RTPN, RTP Memória, RTP África, RTP Internacional, Ásia, América, Europa, RTP Mobile, RTP Madeira, RTP Açores) 7 antenas de rádio (Antena 1, Antena 2, Antena 3, RDP África e RDP Internacional, Antena1 Madeira, Antena1 Açores), Rádio, Televisão e Notícias na plataforma Multimédia (NET), com uma audiência potencial de cerca de 200 milhões de pessoas?
4º Sabia que a RTP possui o maior e melhor arquivo audiovisual do país e um dos melhores do seu género em todo o mundo?
5º Sabia que os trabalhadores da RTP são dos mais produtivos do sector televisivo europeu, recebendo menos salário líquido do que os seus congéneres no privado e que auferem, em média, 50% do que os seus colegas europeus?
6º - Sabia que os trabalhadores da RTP não têm aumentos salariais reais desde 2003, sendo os trabalhadores do sector Estado, os que percentualmente mais poder de compra perderam numa década?
7º Sabia que a publicidade da RTP não entra para os seus cofres mas está, isso sim, indexada para pagamento de um empréstimo bancário a um sindicato bancário alemão e holandês, que assumiram o seu passivo?
8 – Sabia que essa dívida ronda os 600 milhões de euros com um spread baixíssimo, de tal modo que este sindicato deseja renegociar o empréstimo há anos?
9 – Sabia que, no caso da RTP ficar sem publicidade, o accionista Estado teria que assumir o pagamento da dívida, mais juros por inteiro e de imediato?
10 – Sabe quem pagará a dádiva de um canal à Ongoing pelo governo de Passos Coelho? Você! E… vai custar-lhe, pelo menos, 600 milhões de euros.”

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

É preciso descaramento…

(Clicar na imagem par ver maior)

Se isto é verdade… (ver notícia aqui)

Nem sei o que escrever, tal é a minha revolta e indignação.
Assisti a muitas coisas esquisitas, tanto antes como depois do 25 de Abril de 74; mas, um desaforo destes, tão descarado e ignóbil, no que diz respeito à liberdade de informação e à não ingerência do Estado (principalmente, de quem o administra) na comunicação social… não me lembro…!
Basta!
É demais…!

domingo, 14 de agosto de 2011

As desculpas de maus pagadores…

O Governo anterior adiou a resolução de promover um despacho que permitiria as progressões remuneratórias devidas aos oficiais pela “regra do arrastamento”, atendendo à crise económica e financeira com que nos debatíamos. Isto só não foi “percebido” pela oposição existente na altura que queria, a qualquer custo, conquistar o poder.
Agora, o actual governo, em vez de promover o referido despacho, invectiva o anterior governo, sugerindo que deveria pedir desculpas aos militares (ver aqui):


Porém, quando congela os vencimentos dos militares e permite a incorporação de milhares de jovens, remete-se para:
…”Quando houver alguma indicação a dar a esse propósito será dada”…
“Não confirmo nem desminto… notícias dos jornais”.
“Há muitos problemas nesta área da defesa…” (ver aqui)
Tudo isto foi feito apesar de estar contemplada a sua redução no Orçamente de Estado para 2011.
(Clique na imagem para ver aumentado)


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

...Nadava nas águas da UDP...


Como o Belmiro começou a enriquecer...

Recebi de um amigo, via e-mail, este texto que refuto importante para melhor se compreender “a raça” de determinada gente.

Quando, em 14 de Março de 1975, o governo de Vasco Gonçalves nacionalizou a banca com o apoio de todos os partidos que nele participavam (PS, PPD e PCP), todo o património dos bancos passou a propriedade pública. O Banco Pinto de Magalhães (BPM) detinha a SONAE, a única produtora de termolaminados, material muito usado na indústria de móveis e como revestimento na construção civil. Dada a sua posição monopolista, a SONAE constituía a verdadeira tesouraria do BPM, pois as encomendas eram pagas a pronto e, por vezes, entregues 60, 90 e até 180 dias depois. Belmiro de Azevedo trabalhava lá como agente técnico (agora engenheiro técnico) e, nessa altura, vogava nas águas da UDP. Em plenário, pôs os trabalhadores em greve com a reclamação de a propriedade da empresa reverter a favor destes. A União dos Sindicatos do Porto e a Comissão Sindical do BPM (ainda não havia CTs na banca) procuraram intervir junto dos trabalhadores alertando-os para a situação política delicada e para a necessidade de se garantir o fornecimento dos termolaminados às actividades produtoras. Eram recebidas por Belmiro que se intitulava "chefe da comissão de trabalhadores", mas a greve só parou mais de uma semana depois quando o governo tomou a decisão de distribuir as acções da SONAE aos trabalhadores proporcionalmente à antiguidade de cada um.
É fácil imaginar o panorama. A bolsa estava encerrada e o pessoal da SONAE detinha uns papéis que, de tão feios, não serviam sequer para forrar as paredes de casa... Meses depois, aparece um salvador na figura do chefe da CT que se dispõe a trocar por dinheiro aqueles horrorosos papéis.
Assim se torna Belmiro de Azevedo dono da SONAE. E leva a mesma técnica de tesouraria para a rede de supermercados Continente depois criada onde recebe a pronto e paga a 90, 120 e 180 dias...
Há meia dúzia de anos, no edifício da Alfândega do Porto, tive oportunidade de intervir num daqueles debates promovidos pelo Rui Rio com antigos primeiros-ministros e fiz este relato. Vasco Gonçalves não tinha ideia desta decisão do seu governo, mas não a refutou, claro. Com o salão pleno de gente e de jornalistas, nenhum órgão da comunicação social noticiou a minha intervenção.
Este relato foi-me feito por colegas do então BPM entre eles um membro da comissão sindical (Manuel Pires Duque) que por várias vezes se deslocou na altura à SONAE para falar aos trabalhadores. Enviei-o para os jornais e, salvo o já extinto "Tal & Qual", nenhum o publicou...
Gaspar Martins, bancário reformado, ex-deputado

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

As coisas que eu não sei...


Não resisti a publicar parte do post de Alfredo Barroso, publicado no seu blogue Traço grosso. Vale a pena ler o artigo completo aqui.

“SUPER-ÁLVARO E AS DOSES DE CAVAL(L)O
Ficámos a saber, através de jornais, que o actual ministro das Finanças, Vítor Gaspar, é um adepto da «desinflação competitiva» e um defensor da «austeridade orçamental», e que o economista que mais admira é Milton Friedman, precursor da «escola de Chicago» e mentor dos Chicago boys, que aproveitaram o Chile como laboratório, durante a ditadura militar de Pinochet, para aplicarem o seu modelo económico neoliberal, ou ultraliberal (tanto faz).
Mas não ficámos a saber, através de jornais, que o actual super-ministro da Economia, Emprego, Obras Públicas, Transportes e Comunicações (ufa!), Álvaro Santos Pereira, é adepto de Domingo Felipe Cavallo, economista e político argentino que cometeu a proeza de conseguir ser, sucessivamente, presidente do Banco Central da Argentina durante a sangrenta ditadura dos generais («mandato» de Jorge Videla), depois ministro da Economia do Presidente peronista Carlos Menem (perdão aos generais da ditadura, venda ilegal de armas, «Plano Cavallo» com efeitos desastrosos para o país), e, finalmente, ministro da Economia do Presidente radical de centro-esquerda Fernando de la Rua (revoltas populares contra as medidas de Cavallo, que o levaram à demissão, à declaração do estado de sítio e à renúncia do Presidente).”
Autor: Alfredo Barroso

terça-feira, 26 de julho de 2011

Somente tachos, ou promiscuidade?


Questionava-me, há dias, um amigo (cujas cores políticas não são coincidentes com as minhas) relativamente à minha concordância com uma afirmação de um outro (não menos amigo, mas de ideário político mais próximo do meu) que considerava “haver muita promiscuidade na política e/ou dos políticos”, argumentando que esta afirmação não corresponderia à verdade.
Como mosca na “m..da”, li, hoje, a notícia do i acerca da nomeação da Nova Administração da Caixa Geral de Depósitos (ver aqui), assinada por Margarida Bom de Sousa e cujo vídeo da autora apresento.



Se isto não é promiscuidade…