Mostrar mensagens com a etiqueta Desgoverno. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Desgoverno. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 14 de outubro de 2014

DESCANSADOS PELO PÂNICO




Esperemos que o pânico não seja tão grave como a realidade.

Todavia, devemos estar descansados relativamente ao ébola. Em Portugal não há crise, enquanto tivermos a garantia de sermos liderados pelo actual governo e pelos seus colaboradores de excelência.

Depois de vermos o modo como foi feita (e continua a ser feita) a “reforma” judicial, a rapidez com que está a ser resolvido o problema do “citius”, a forma brilhante como se deu (está e estará a dar) a abertura do ano lectivo, a forma como foi valorizada a investigação (implodindo metade das unidades de investigação do País), nada há a temer. Somos geridos pela excelência…!


Só nos resta (talvez) entregar a alma ao criador. E, mesmo assim, será que vamos a tempo…?


sexta-feira, 15 de agosto de 2014

INCOMPETÊNCIA OU CRIME?


Público, de 25-08-2014

Mais uma vez…!

Falhar ou não conseguir cumprir por incompetência, incapacidade, inaptidão ou inabilidade é mau. Muito mau, mesmo! Mas admite-se que possa não haver má-fé ou má vontade – somente incultura, ignorância…

Todavia, toda a gente sabe que quem não estiver habilitado para desempenhar um cargo ou uma função, simplesmente não o deve fazer; se insistir, incorre num crime.

Porém, é inqualificavelmente mais grave se a intenção for mesmo a de ludibriar as disposições legais, afrontar quem o elegeu, prevaricar, desafiar os poderes instituídos; em suma, destruir o que é de todos… Que nome se pode dar a isto…?


domingo, 18 de agosto de 2013

CATILINÁRIAS



 Para o PM, a Constituição da República não é para ser cumprida; é para ser utilizada enquanto servir os seus interesses pessoais. Ou melhor, é para ser usada, se não colidir com os interesses dos “estrangeiros caridosos que nos auxiliam” – a nova ordem mundial, aqui representada pela Troika. Para o PM de Portugal, a lei fundamental tem pouco interesse e não deverá ser respeitada se chocar com as conveniências dos “seus amos e senhores”.

Como escreve Carlos Esperança no seu post do “Ponte Europa”:
Há em Passos Coelho uma vertigem demencial que não pode ser apenas atribuída à falta de cultura democrática e ao défice de preparação. Há de haver o ódio ao 25 de Abril e o ressentimento de retornado na obstinada deriva em que faz a síntese de Mohamed Said Al-Sahaf, o ministro da propaganda de Saddam, e do major Silva Pais, último diretor da PIDE/DGS, para quem as leis ou serviam ao regime ou não serviam para coisa alguma.
A chantagem sobre o Tribunal Constitucional é igual à conduta de Mohamed Morsi que, eleito também democraticamente, cedo ignorou o limite dos poderes que a Constituição lhe conferia e logo coartou os direitos dos cidadãos.”
Até quando suportaremos as “catilinisses” deste eminente representante da juventude partidária a que pertenceu – a sua única e irrelevante escola do saber político –, onde aprendeu a colar cartazes e a reverenciar os títulos académicos dos potenciais exemplos não seguidos. É muito pouco para se ser PM; mas é, sem dúvida, mais que suficiente para exercer a vingança (fria, gelada) sobre aqueles que conquistaram a liberdade e instituíram a democracia.

Até quando aguentaremos…?

No ano 63 a.C., Lucio Sergio Catilina, filho de família nobre, embora falido financeiramente, planeava derrubar o governo republicano juntamente com seus seguidores subversivos, para obter riquezas e poder. Todavia, houve quem o afrontasse de forma eloquente – Marcus Tullius Cícero[1] – acusando-o e denunciando-o por várias vezes, no Senado:
Quousque tandem abutere, Catilina, patientia nostra? Quamdiu etiam furor iste tuus nos eludet? Quem ad finem sese effrenata iactabit audacia?
Traduzindo:
Até quando, enfim, ó Catilina, abusarás da nossa paciência? Por quanto tempo ainda esse teu rancor nos enganará? Até que ponto a (tua) audácia desenfreada se gabará (de nós)?

Quousque tandem abutere, Petrus Leporinus, patientia nostra? Quamdiu etiam furor iste tuus nos eludet? Quem ad finem sese effrenata iactabit audacia?




[1] Ainda hoje são repetidas as sentenças acusatórias de Cícero contra Catilina, declaradas em pleno senado romano.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

QUE FUTURO, COM ESTA GENTE QUE TEMOS…?




Bacelar de Vasconcelos, reconhecido constitucionalista, considera que o “PSD e CDS foram desautorizados e humilhados”, depois de terem feito um acordo que os tinha obrigado a “engolir sapos vivos” para ir ao encontro “daquilo que pensavam ser o que o Presidente queria”. Pior que isto, “o Presidente coloca o ónus da responsabilidade nacional sobre o PS quando esta crise foi criada por este governo e nada foi feito para abrir esta porta de entendimento com os socialistas”.

Pergunta Bacelar de Vasconcelos: “Como é que o PSD e o CDS, depois de tudo o que fizeram, ainda por cima humilhados desta forma, vão agora caucionar um acordo a três?

Há uma enorme diferença entre os dois últimos Presidentes da República: Cavaco Silva aponta o seu caminho próprio, impondo (ou tentando impor) a sua vontade, sugerindo soluções e minando as “resistências”; Jorge Sampaio vigiava políticas e, embora lhe pudesse custar, não tinha medo de cumprir as suas incumbências e de assumir a responsabilidade dos seus deveres para com a Nação – tinha (e tem) a coragem dos grandes Homens.

Ser garante da democracia é, quando se torna impossível garantir o normal funcionamento das instituições e zelar pelo cumprimento da Constituição, ter a coragem e a obrigação de consultar o povo – convocar eleições.

Em democracia, só o Povo é soberano. Aqueles que impõem a austeridade contra a vontade de quem os elegeu, fazendo vingar soluções contrárias às promessas feitas (mentirosos), que se socorrem de acordos para os quais não estão (ou foram) mandatados (usurpadores), assumem posturas de prepotência contrárias as normas constitucionais vigentes não são soberanos (pois que em democracia só há um soberano – o povo) nem são democratas – têm outro nome (aqui os nomes possíveis).


Quem tem medo da democracia?

Claro que, face às evidências, não vou responder a esta pergunta. Todavia quero relembrar que as forças obscuras que têm tentado camuflar esta “nova ordem mundial” passaram de imediato à chantagem: o aumento das taxas de juro da dívida, a valorização da subserviência, aprovando antecipadamente um governo, antes que a proposta fosse ratificada ou aceite pelo Presidente… valorizando quem descaradamente mentiu aos portugueses (como a ex-secretária de Estado do Tesouro, actual ministra das Finanças, no Parlamento, relativamente aos SWAPS), etc.

É possível que este meu desabafo tenha uma actualidade muito precária, visto que mais logo (pela noitinha) ou amanhã os resquícios de dignidade dos membros governamentais visados ou dos partidos que os apoiam possam ter tomado qualquer atitude que venha baralhar ainda mais as peças deste tabuleiro; por exemplo, ressuscitando a demissão do MNE ou o reconhecimento público de incapacidade por parte do PM, demitindo-se.

Por fim, pareceu-me ver na atitude do Sr. Presidente da República uma preocupação em tutelar a nossa democracia. Acho muito estranho que em 2013 ainda se pense deste modo; mas, se assim for, quero gritar bem alto para que todos ouçam e as instituições apreendam que a democracia portuguesa já com quase 40 anos de idade e não necessita de tutela nem de tutor.

Amanhã, o mais tardar, teremos novidades. Estejam atentos ao futebol…!


sábado, 20 de outubro de 2012

CUMPRIR OBJECTIVOS


 PROMESSAS

Victor Gaspar governa nos limites. Para qualquer dos seus projectos, orçamentos e decisões não há alternativas. Não existem margens negociais…

Para ele, todas as medidas impostas são indispensáveis, inalteráveis e únicas soluções. São salvadoras da Pátria…. !

E é de tal maneira infalível que até agora tudo decidiu impondo a sua endeusada vontade, impedindo, desta forma, que o governo possa governar, mesmo que o soubesse fazer. Mais patético – nunca acerta em qualquer previsão, cálculos ou desvios.

Ao PM-PPC competiria, tão-só, a missão de liderar as actividades e missões do governo. Mas, não basta ser chefe…! Para se ser líder, tem de se ter uma forte personalidade, afirmar-se pela sua competência e exemplo, informar-se sobre todos os assuntos relevantes e ter capacidade aglutinadora e de decisão. Em suma, tem de se ser competente, ter conhecimentos q.b. e impor-se sem necessitar de dar ordens.

Este PM nem para treinador dos infantis serve; nem ele, nem o seu roupeiro, nem o chefe da claque… Adivinhem os nomes desta equipa técnica e os clubes que compõem esta pseudo-selecção!

Se isto tudo não fosse tão grave, a situação ridícula e caricata desta equipa daria um anedotário burlesco. Mas, infelizmente está a destruir um povo tão generoso, como o nosso. E, se cumprirem as metas que irresponsavelmente teimam em continuar a defender, não terão ninguém no futuro para beneficiar das medidas utilizadas – o povo já terá morrido.

Se calhar, pela primeira vez cumpririam um objectivo… !

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

HÁ GENTE PARA TUDO…! (2)



A criação do SNS, formalizada através da Lei 56/79, estabelece o direito de todos os cidadãos a um sistema de saúde universal, geral e tendencialmente gratuito.

Só um governo despudorado, a governar segundo ordens e interesses de estrangeiros, pode ignorar as conquistas do SNS. As suas verdades inquestionáveis sobre gastos, eficácia e eficiência do SNS não passam de mitos não sustentados pela realidade.

Vejamos:

Entre 1960 e 2009, a mortalidade infantil passou de 29‰ para 3‰, valor inferior à média da OCDE (4,4 ‰). Nas últimas décadas Portugal foi o país da OCDE que mais melhorou neste indicador, com uma média de redução anual de 6,8% (média da OCDE, 4,5%). Quanto à esperança média de vida, passou de 63,9 para 79,5 anos, atingido a média da OCDE.

O crescimento da despesa em saúde não é uma singularidade portuguesa. O crescimento médio anual per capita, entre 2000 e 2009, foi um dos mais baixos na OCDE (1,5% de crescimento médio anual, comparado com os 4% de média). O país está abaixo da média em despesas de saúde per capita, quer se trate de despesa pública quer de despesa privada (ver artigo da Dra. Ana Matos Pires, no Económico).

A questão que, entretanto, coloco – sabendo que nunca irei ter resposta a esta pergunta – é se, nas facturas que o governo irá entregar aos utentes das urgências e das consultas externas, com a indicação dos custos dos cuidados prestados, irá indicar os valores de serviços idênticos praticados nos restantes países da OCDE.
Como notou a Dra. Ana Matos Pires: num estudo sobre eficiência dos sistemas de saúde, Portugal apresentava melhores indicadores de qualidade e tinha menos despesa per capita que a média da OCDE; estava entre os seis países mais eficientes e em que os custos administrativos do sistema eram menores em termos percentuais do custo global (abaixo dos 2%).

E, ainda relativamente às facturas e à informação das despesas "reais":

- Será que o Sr. ministro da saúde está preocupado com a eficiência do SNS…?
- Irá apresentar indicadores de eficácia comparados com os anos anteriores…?

Como se pode destruir uma das melhores coisas que possuíamos…?

Não sei...! Mas, há gente para tudo…!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

HÁ GENTE PARA TUDO…!



Até ao final do ano, todos os hospitais do Serviço Nacional de Saúde deverão entregar aos utentes das urgências e das consultas externas uma factura virtual com os custos dos cuidados prestados. Como se mandassem à cara de cada doente o epíteto de desavergonhado e abusador – Não têm vergonha de só pagarem essa importância, quando os gastos são bastante superiores…?

Uma atitude desta natureza, para mim, entendo-a como uma manifestação de desprezo por quem necessita de ir às urgências ou de utilizar o Seu (de cada cidadão) Serviço de Saúde. Sim…! O Seu Serviço de Saúde; porque é Nacional (da Nação), de cada um que faz parte desta Nação. Não é um serviço estatal (ou governamental) de saúde.

A experiência piloto deste projecto arrancou na terça-feira no Hospital de S. José, em Lisboa. Segundo a Administração Central dos Sistemas de Saúde (ACSS) vai avançar até ao fim deste ano nas restantes unidades hospitalares públicas.

Pergunto: – Para quê…?

Para humilhar quem não pode recorrer a outro serviço, que não o público…?

– Para os apodar de gastadores…?

– Para justificarem a sua incompetência na gestão do Nosso Serviço Nacional de Saúde, alegando que é muito dispendioso…?

Já chega…! O dinheiro é nosso (dos contribuintes). Exigimos competência na sua gestão e que não nos continuem a pôr em cara que "somos gastadores". Não nos ofendam mais…! Demitam-se, por favor!

Um povo doente, sem esperança, debilitado não pode progredir, nem valorizar a economia. É isso que querem, a exemplo das muitas outras más práticas vossas…?

Segundo Alexandre Lourenço, do conselho directivo da ACSS, mais tarde prevê-se que possa também ser entregue uma factura virtual para os internamentos.

Despesa há, isso sim, no clientelismo gerado à volta destes casos:

- Mais assessores informáticos para estudarem as aplicações a utilizar;

- Mais serviços de outsourcing (gestão de "afilhados"…) para fornecerem o software necessário ao bom desempenho dos serviços (que deveriam ser de saúde, mas, dadas as circunstâncias, são burocráticos);

- Mais despesa com consumíveis (papel, tinta…);

- E, depois disto tudo, criar um "órgão de missão" (como é, agora, bonito e usual chamar-se às comissões) para estudar o diferencial entre a despesa real e a esmola concedida…

Será que foram os patrões deste governo – a Troica – quem os mandou fazer este exercício de dominação…?

Não sei...! Mas, há gente para tudo…!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

COMO VAI O ENSINO EM PORTUGAL



Primeiro, vejo, no "i online", a Notícia de que o Estado (leia-se Governo, com o nosso dinheiro) subsidiou 20200 alunos de escolas privadas, totalizando cerca de € 18.000.000,00 (18 milhões de euros).



Depois, no "Expresso online", leio a intenção do Governo de fechar mais 239 escolas do 1º ciclo do ensino básico.



Então… compreendi:

– Toda a gente tem direito ao ensino… Só que não há espaço para todos…!

Todavia, é necessário garantir um apoio às elites deste País na formação dos seus filhos – os futuros governantes ou quadros superiores da Nação – há que ajudá-los…!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

DESPERTAR


Na semana passada o Governo injectou 600 milhões de euros no BPN, inscritos nas contas de 2011.


Estarão a preparar mais uma justificação para o desvio colossal…?

Mais: esforça-se para garantir condições de retirar o caso BPN da agenda mediática e não só… Até o fez sem cumprir os requisitos legais e que poderá levar à impugnação da venda:


E, qual cereja no cimo do bolo, o JN pergunta "E se o Presidente resignasse?"


Posso não saber o quê, mas que está a preparar-se qualquer coisa, está…

Nem que seja o despertar do povo "adormecido" e as "consciências" dos jornalistas…

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012


Isto é a tradição de um Povo




Que irá fazer o PM/P…?

De duas, uma:

Ou demite-se, exonera-se, foge, pira-se, escapula-se, emigra…

ou substitui o povo que (des)governa por outro que não seja piegas, saiba poupar (mesmo quando nada tem para comer), seja mais manso, não tenham opinião e não se incomode com a devassa que qualquer ex-espião (ou ao serviço de uma qualquer empresa de capitais estrangeiros) faça à sua privacidade…

Porque penso desta maneira…?

Primeiro, porque  governo que age como este, dificilmente conseguirá manter-se no poleiro, sem que os oprimidos e espoliados se revoltem;

Depois, porque os sinais da revolta já se começam a ver:

– a carta aberta dos oficiais das Forças Armadas relembrando ao ministro da Defesa que "nada os obriga a serem submissos";

– as palavras que o Bispo das Forças Armadas, D. Januário Torgal Ferreira, afirmando que já sente "o cheiro a queda do governo", como reacção à forma prepotente do ministro em relação aos militares;

– a desobediência declarada de grande parte do País à decisão do Primeiro Ministro de acabar com a tolerância da terça-feira de Carnaval nas vésperas desta data; relembremos (Público online):

- Em Lisboa, o socialista António Costa revelou que dará tolerância de ponto aos dez mil funcionários municipais;

O social-democrata Rui Rio já tinha decidido no mesmo sentido no Porto;

Os funcionários municipais de Sines, Torres Vedras, Loures, Amadora e Vila Real terão a terça-feira para “brincar” ao Carnaval, assim como Ovar;

- Na Figueira da Foz e em Cascais a tolerância de ponto será apenas durante a tarde. “É uma decisão extremamente contraproducente, negativa, injusta, precipitada e em cima do acontecimento", criticara o ex-presidente da Câmara de Cascais, o social-democrata António Capucho, à rádio TSF, sobre a decisão de Passos Coelho. Mas o seu sucessor na autarquia, Carlos Carreiras (PSD), assumiu ontem ao PÚBLICO, através da assessoria de imprensa, que, “sendo certo que não haverá tolerância de ponto, está em equação a hipótese de os funcionários” da câmara, “para poderem participar no corso carnavalesco, saírem mais cedo no período da tarde”.

A propósito:

– como se irão "entreter" (produzindo, gerando riqueza) os trabalhadores da função pública nas suas repartições vazias, sem ninguém para atender…?

– quanto se gastará em electricidade, água, gasóleo, gasolina e demais recursos sem qualquer benefício ou proveito…?

– e as escolas…? os professores darão aulas ao "vazio"…?


De facto, já chega…! BASTA!