quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Que mal cuide em perguntar… (III)



Porque será que as más notícias, como
o anúncio da expropriação de 50% do subsídio de natal,
o aumento do IVA na electricidade e no gás natural,
a confirmação do desvio de 1,5% do PIB em relação à meta de 5,9%,
a apresentação do documento de estratégia orçamental 2011 – 2015
e muitas outras matérias relacionadas com as mentiras apregoadas na campanha eleitoral são sempre anunciadas durante as ausências do Primeiro-Ministro?

Para quem é... Qualquer coisa serve...



Ontem, de uma forma mais ou menos irónica, escrevi um post. Hoje, vejamos…
A Portaria nº 262/2011, de 31 de Agosto, do Ministério da Solidariedade e da Segurança Social (que pode ser consultada aqui) diz no seu preâmbulo:
1.         
As famílias e as estruturas sociodemográficas têm vindo a alterar-se substancialmente, assistindo -se a uma quebra na rede de apoio familiar e de vizinhança e ao predomínio das famílias nucleares em detrimento das famílias alargadas.
Estes fenómenos sociais têm provocado mudanças no exercício das funções familiares, levando à procura de soluções complementares para os cuidados de crianças fora do espaço familiar.”

Mais à frente reza(5º e 6º §), ainda:
2.         
“De facto, é manifesto o desajustamento entre o enquadramento normativo em vigor, consubstanciado no Despacho Normativo n.º 99/89, de 27 de Outubro, e a crescente preocupação ao nível da qualificação da creche.
Assim, e no âmbito do modelo de inovação social consignado no Programa do XIX Governo Constitucional”…

E, por fim ainda no mesmo preâmbulo, escreve:
3.         
Foram ouvidas as entidades representativas das instituições.”

Deste arrazoado todo, ressaltam algumas questões que gostaria de pôr ou de ser esclarecido:
a)    O quê ou quais são “as estruturas sociodemográficas” referidas em 1.?
b)    O que são “famílias nucleares”, também referido em 1. ?
c)    Quais são os “fenómenos sociais” que “têm provocado mudanças no exercício das funções familiares”, referido, do mesmo modo, em 1.?
d)    Será que verdadeiro motivo tem a ver com “a crescente preocupação ao nível da qualificação da creche”, Referida em 2.?
e)    Porque chamam “modelo de inovação social, àquilo que andam a fazer, como escrevem em 2.? – É preciso descaramento!
f)     Quando dizem “foram ouvidas as entidades representativas das instituições” (em 3.), a quem se referem? Quem foram essas entidades? E que instituições são essas?

… Há muito mais que fica por dizer.


terça-feira, 30 de agosto de 2011

0% de défice em 2015



Senhor Primeiro Ministro


Li a notícia




Mas, olhe que em 2015 ainda devem restar muitos portugueses...

AI vs. AI. Two chatbots talking to each other

Vale a pena ver e dá para pensar.

Para quem é…



O Ministro vai aumentar vagas nas creches (ver notícia).
Maravilha! O governo vai investir em novas creches, criar postos de trabalho na construção civil e técnicos para o sector – auxiliares de educação, educadores infantis, psicólogos, etc.
ACORDA…! NÃO É ISSO…!
O espaço é o mesmo, só aumenta o número de utilizadores – 20 mil.
Porém, se não se mexerem, não andarem, não se espreguiçarem, não levarem brinquedos e, muito menos, correrem é capaz de dar. É capaz de resultar.
E as carrinhas de transporte… os mini são tão giros…! Já se demonstrou que conseguem levar muita gente; e, se forem crianças… muitas mais…
Já agora, senhor Ministro, quem fez o estudo que permitiu esta conclusão?
Foi o Governo em conjunto, um acto isolado, fruto de uma comissão de trabalho, ou, simplesmente, alguém se lembrou…?
– De qualquer maneira, não esteja preocupado. Os pobres já estão habituados. Não se apoquente. As dificuldades na infância preparam-nos para o futuro.

Apesar de tudo, gostaria de saber quem fez o estudo, se é que houve.

Desabafo


Não é necessário recorrer aos pensamentos profundos das filosofias orientais, Zen, Budistas, Confucionistas, actualmente tão em moda, embora não estejam na génese da nossa cultura, para ostentarmos os ensinamentos da simplicidade e da vontade própria.
O Livro de Ben Sira (também conhecido na Bíblia como Eclesiástico), escrito 180 anos antes de Cristo – esse, sim, da nossa tradição judaico-cristã –, já o ensinava:
Se quiseres, meu filho, ficarás instruído e, se te empenhares, tornar-te-ás hábil.
Se gostas de escutar, aprenderás; e se deres ouvidos, tornar-te-ás sábio.
Frequenta a companhia dos anciãos e apega-te a quem for sábio.”
[Ben Sira (ou Eclesiástico) 6, 32-34]

Porque será que este governo não escuta, não dá ouvidos e foge do convívio dos mais velhos…?
Se é verdade que o Povo é sábio (chavão que interessa quando o voto lhes é favorável), porque o afasta e hostiliza?
Desta forma, este governo não aprenderá e, muito menos, se tornará sábio.
Quanta falta nos faz ter um governo sábio, instruído e hábil…!

sábado, 27 de agosto de 2011

Portugal estará a saque?


Depois do negócio (leia-se oferta) do BPN e das ameaças de outras tantas combinações do mesmo género, quase que acreditamos que Portugal estará a saque. Todavia, “dói-nos” muito mais estas “chagas” quando lemos a opinião produzida sobre nós, em alguns órgãos de comunicação social dos países estrangeiros, onde imperam as personalidades “interessadas” em negócios semelhantes aos referidos.
Leia-se, por exemplo, (aqui) o artigo parcialmente produzido neste post.


(clique para ver maior)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Que grande confusão…!


A 23 de Agosto, Carlos Moedas, Secretário de Estado adjunto do Primeiro-ministro, informa que o Governo ainda não tem uma posição oficial sobre os eurobonds.

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A 25 de Agosto, o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, considera interessante a emissão de obrigações europeias (eurobonds) para ajudar a resolver a crise…
  (clique para ver maior)

A 26 de Agosto, a Chanceler alemã, Angela Merkel, reitera a sua oposição à criação das euro obrigações (eurobonds).
  (clique para ver maior)

Quinta-feira, dia 2 de Setembro, Passos Coelho reunir-se-á com Angela Merkel.

 (clique para ver maior)

Nessa altura saberemos a posição oficial do Governo Português…

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

RTP – o outro lado da história


Recebi, via e-mail, o seguinte texto enviado por um amigo. A sua revolta era enorme pela hipocrisia e desonestidade postas neste negócio, aparentemente imposto pela troika – o que não é verdade. Poderia fazer alguns considerandos pessoais sobre este assunto, mas, certamente, desvirtuaria o próprio texto.
Ei-lo:
“O que deveria saber sobre a RTP, mas que a Ongoing… não vai contar.
1º Sabia que todos os países da Europa comunitária (e até os Estados Unidos) têm serviços públicos de televisão e que o modelo misto de mercado que existe em Portugal é a regra e não a excepção?
2º - Sabia que o serviço público de televisão prestado pela RTP é não só um dos mais baratos da Europa, como também um dos mais baratos do mundo? Custa cerca de 15 cêntimos por dia; não por pessoa, mas por contador de luz.
3º Sabia que, por esses 15 cêntimos, são emitidos diariamente 11 canais de televisão com programação diferenciada (RTP1, RTP2, RTPN, RTP Memória, RTP África, RTP Internacional, Ásia, América, Europa, RTP Mobile, RTP Madeira, RTP Açores) 7 antenas de rádio (Antena 1, Antena 2, Antena 3, RDP África e RDP Internacional, Antena1 Madeira, Antena1 Açores), Rádio, Televisão e Notícias na plataforma Multimédia (NET), com uma audiência potencial de cerca de 200 milhões de pessoas?
4º Sabia que a RTP possui o maior e melhor arquivo audiovisual do país e um dos melhores do seu género em todo o mundo?
5º Sabia que os trabalhadores da RTP são dos mais produtivos do sector televisivo europeu, recebendo menos salário líquido do que os seus congéneres no privado e que auferem, em média, 50% do que os seus colegas europeus?
6º - Sabia que os trabalhadores da RTP não têm aumentos salariais reais desde 2003, sendo os trabalhadores do sector Estado, os que percentualmente mais poder de compra perderam numa década?
7º Sabia que a publicidade da RTP não entra para os seus cofres mas está, isso sim, indexada para pagamento de um empréstimo bancário a um sindicato bancário alemão e holandês, que assumiram o seu passivo?
8 – Sabia que essa dívida ronda os 600 milhões de euros com um spread baixíssimo, de tal modo que este sindicato deseja renegociar o empréstimo há anos?
9 – Sabia que, no caso da RTP ficar sem publicidade, o accionista Estado teria que assumir o pagamento da dívida, mais juros por inteiro e de imediato?
10 – Sabe quem pagará a dádiva de um canal à Ongoing pelo governo de Passos Coelho? Você! E… vai custar-lhe, pelo menos, 600 milhões de euros.”

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Retirar “fortunas” a quem recebe “miseravelmente”


(carregue para ver aumentado)

Não quero fazer juízos de valor sobre o rendimento declarado pelos nossos ministros (leia aqui).
Todavia, atendendo à grandeza dos números declarados, permite-nos congeminar que os trabalhos que faziam deveriam ser extraordinariamente extenuantes, de uma complexidade inigualável e de uma incomensurável responsabilidade.
Percebo agora que, pelo desgaste a que foram submetidos antes de tomarem posse no governo, tenha havido a necessidade de gozarem umas merecidas férias para descansarem (embora o Primeiro Ministro tivesse afirmado que não iria haver férias para ninguém…).
Apesar de não querer fazer juízos de valor, não posso deixar de considerar, no mínimo, obsceno.
Não! Não me refiro às importâncias auferidas, mas ao descaramento que têm, agora, em retirar “fortunas” a quem recebe “miseravelmente”.
Faz-me lembrar Maria Antonieta que, a caminho do cadafalso, perguntava porque é que o povo gritava; e concluiu: “Se têm fome, porque não comem uns ‘brioches’”…?
Como Maria Antonieta, este governo dirá: “Se não têm emprego ou ganham pouco, porque não vão trabalhar e ganhar como nós o fazíamos…?”

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

É preciso descaramento…

(Clicar na imagem par ver maior)

Se isto é verdade… (ver notícia aqui)

Nem sei o que escrever, tal é a minha revolta e indignação.
Assisti a muitas coisas esquisitas, tanto antes como depois do 25 de Abril de 74; mas, um desaforo destes, tão descarado e ignóbil, no que diz respeito à liberdade de informação e à não ingerência do Estado (principalmente, de quem o administra) na comunicação social… não me lembro…!
Basta!
É demais…!

O País que o Sr. Ministro julgava vir encontrar já não existe


Respeito em demasia os nossos emigrantes dos anos 60 do século passado (a quem muito devemos), para me quedar impávido e sereno a olhar os arremedos populistas dos Sr. Ministro Álvaro.
Porque me refiro aos emigrantes dos anos 60?!
Nos anos 60 do pretérito século, os nossos emigrantes, quando regressavam de férias, assistia-lhes uma ideia primordial (logo a seguir a “matar saudades da família) – informar as gentes da sua aldeia acerca das “novidades” e “grandes maravilhas” que encontraram nesses novos mundos que “foram descobrir”. A educação que o Estado Novo lhes permitiu ter na sua própria terra, além de deficiente, era desvirtuada: Branqueou-se a nossa história, impediu-se a divulgação dos novos conhecimentos, apartou-se o povo da realidade europeia e mundial, produziram-se chavões saudosistas e lamurientos do amor pátrio, sonegou-se um dos principais direitos do Homem – a Liberdade –, apelando-se para o sentimento do “orgulhosamente sós”.
A política e o princípio do “orgulhosamente sós” foram desmontados por esses verdadeiros heróis – os emigrantes dos anos sessenta.
Voltando ao Sr. Ministro Álvaro.
O Sr. Ministro trata-nos como se fôssemos as vítimas de um Estado, em que ele é o salvador e traz-nos a salvação, com “os seus privilegiados novos conhecimentos” daquilo que se faz lá fora.
O Sr. Ministro está equivocado!
O País que o Sr. Ministro julgava vir encontrar, já não existe. Começou a transfigurar-se nos anos 60 do Século XX e foi-lhe devolvida a dignidade total, em Abril de 1974.
Desde então para cá, fomos obrigados, por nós próprios, a crescer. Fomos reconhecidos como par entre iguais, na Europa. A nossa competência científica e técnica é por de mais reconhecida no Mundo inteiro.
Por tudo isto, peço-lhe, Sr. Ministro, não venha mostrar-nos o que já conhecemos. Aquilo que os nossos emigrantes fizeram nos anos 60 foi meritório. Aquilo que o Sr. está a querer fazer é, no mínimo, deselegante. Se, por mero acaso, a sua atitude não tem uma intenção inconfessável e continua a apregoar “novas”, então, vejo-me obrigado a pedir-lhe, por respeito a este povo que tão grandiosos filhos teve e tem – demita-se!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

(In)dependência III


Sabem mais sobre privatizações no estrangeiro do que nós, em Portugal. Já falei sobre assunto semelhante aqui. O alerta para falar sobre este tema – (In)dependência – foi-me dado por este artigo da Visão:

(Clique na imagem para ver maior)

Hoje fui confrontado com outro artigo semelhante que me faz questionar como é que estas pessoas têm acesso a informação tão privilegiada como a das privatizações:

(Clique na imagem para ver maior) 

Será que isto acontece porque o Governo extinguiu a Comissão de acompanhamento das Reprivatizações:

(Clique na imagem para ver maior)

domingo, 14 de agosto de 2011

As desculpas de maus pagadores…

O Governo anterior adiou a resolução de promover um despacho que permitiria as progressões remuneratórias devidas aos oficiais pela “regra do arrastamento”, atendendo à crise económica e financeira com que nos debatíamos. Isto só não foi “percebido” pela oposição existente na altura que queria, a qualquer custo, conquistar o poder.
Agora, o actual governo, em vez de promover o referido despacho, invectiva o anterior governo, sugerindo que deveria pedir desculpas aos militares (ver aqui):


Porém, quando congela os vencimentos dos militares e permite a incorporação de milhares de jovens, remete-se para:
…”Quando houver alguma indicação a dar a esse propósito será dada”…
“Não confirmo nem desminto… notícias dos jornais”.
“Há muitos problemas nesta área da defesa…” (ver aqui)
Tudo isto foi feito apesar de estar contemplada a sua redução no Orçamente de Estado para 2011.
(Clique na imagem para ver aumentado)


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

...Nadava nas águas da UDP...


Como o Belmiro começou a enriquecer...

Recebi de um amigo, via e-mail, este texto que refuto importante para melhor se compreender “a raça” de determinada gente.

Quando, em 14 de Março de 1975, o governo de Vasco Gonçalves nacionalizou a banca com o apoio de todos os partidos que nele participavam (PS, PPD e PCP), todo o património dos bancos passou a propriedade pública. O Banco Pinto de Magalhães (BPM) detinha a SONAE, a única produtora de termolaminados, material muito usado na indústria de móveis e como revestimento na construção civil. Dada a sua posição monopolista, a SONAE constituía a verdadeira tesouraria do BPM, pois as encomendas eram pagas a pronto e, por vezes, entregues 60, 90 e até 180 dias depois. Belmiro de Azevedo trabalhava lá como agente técnico (agora engenheiro técnico) e, nessa altura, vogava nas águas da UDP. Em plenário, pôs os trabalhadores em greve com a reclamação de a propriedade da empresa reverter a favor destes. A União dos Sindicatos do Porto e a Comissão Sindical do BPM (ainda não havia CTs na banca) procuraram intervir junto dos trabalhadores alertando-os para a situação política delicada e para a necessidade de se garantir o fornecimento dos termolaminados às actividades produtoras. Eram recebidas por Belmiro que se intitulava "chefe da comissão de trabalhadores", mas a greve só parou mais de uma semana depois quando o governo tomou a decisão de distribuir as acções da SONAE aos trabalhadores proporcionalmente à antiguidade de cada um.
É fácil imaginar o panorama. A bolsa estava encerrada e o pessoal da SONAE detinha uns papéis que, de tão feios, não serviam sequer para forrar as paredes de casa... Meses depois, aparece um salvador na figura do chefe da CT que se dispõe a trocar por dinheiro aqueles horrorosos papéis.
Assim se torna Belmiro de Azevedo dono da SONAE. E leva a mesma técnica de tesouraria para a rede de supermercados Continente depois criada onde recebe a pronto e paga a 90, 120 e 180 dias...
Há meia dúzia de anos, no edifício da Alfândega do Porto, tive oportunidade de intervir num daqueles debates promovidos pelo Rui Rio com antigos primeiros-ministros e fiz este relato. Vasco Gonçalves não tinha ideia desta decisão do seu governo, mas não a refutou, claro. Com o salão pleno de gente e de jornalistas, nenhum órgão da comunicação social noticiou a minha intervenção.
Este relato foi-me feito por colegas do então BPM entre eles um membro da comissão sindical (Manuel Pires Duque) que por várias vezes se deslocou na altura à SONAE para falar aos trabalhadores. Enviei-o para os jornais e, salvo o já extinto "Tal & Qual", nenhum o publicou...
Gaspar Martins, bancário reformado, ex-deputado

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

(des)Governo

Isto foi dito hoje.


(clique na imagem para ver maior)


Amanhã, 12 de Agosto, sexta-feira, teremos mais surpresas...
... do Governo.



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Manipulação da Informação (2)


É bom perceber, um pouco, as “10 estratégias de manipulação”, enunciadas por Noam Chomsky, e utilizadas pelas elites políticas para atrair o apoio inconsciente (ou irresponsável) dos meios de comunicação. Vejamos:
1. A estratégia da distracçãoconsiste em desviar as atenções dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas; a técnica utilizada é a de injecção contínua de distracções e de informações sem importância.
2. Criar problemas e depois oferecer soluções – criam-se uma “situações” com o objectivo de causar certa reacção no público, para que este “suplique” por soluções. Assim, é legitimada a criação de remédios contrários aos interesses populares que, de outro modo, seria difícil fazer aprovar.
3. A estratégia da gradualidade – Aplicar lenta e gradualmente (a conta-gotas) uma medida (que na globalidade seria inadmissível) para que seja aceite como válida, ao fim de um certo tempo.
4. A estratégia do adiar Para provocar a aceitação de uma decisão impopular é apresentá-la como “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no imediato, de uma aplicação prevista para o futuro.
5. Dirigir-se ao povo como a criaturas de pouca idade Quanto mais se pretende iludir a opinião pública, mais frequente é a adopção de uma linguagem que rase a infantil. Técnica também utilizada em publicidade.
6. Utilizar o aspecto emocional muito mais que a reflexão – Usar e abusar do discurso emocional é uma técnica clássica para invalidar a análise racional; desta forma, neutraliza-se o sentido crítico das massas populares.
7. Manter o povo na ignorância e na mediocridade – Diferenciar a qualidade de formação a ministrar aos diversos estratos sociais, pois julgam que “a qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, para que a distância entre estas e as classes mais altas permaneça inalterada no tempo e seja impossível alcançar uma autêntica igualdade de oportunidades para todos.”
8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade – Fazer passar a ideia de que é moda a vulgaridade, a brejeirice e o calão; valorizar personalidades sem talento ou mérito, manifestando desinteresse pelos valores culturais e intelectuais; exagerar no culto do corpo, desvalorizando o do espírito e o zelo pessoal.
9. Reforçar o sentimento de culpa pessoal – O sentimento de co-responsabilidade nos acontecimentos inibe o povo de se revoltar. Por exemplo, para justificar medidas impopulares, co-responsabiliza-se o povo pelo despesismo das famílias, do País, etc.
10. Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem – os avanços da ciência geraram lacunas entre os saberes populares e os utilizados pelas elites dominantes, de tal modo que o povo se sente impossibilitado de agir, com medo de ser descoberto, “mesmo antes de pensar”.


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Atestado de bom comportamento


Acabei de ler, no Público online, uma notícia que relatava a descoberta de um campo de tortura no Zimbabwe – que admiração…!



Ao ler o desenvolvimento da notícia (ver aqui), constatei que a União Europeia tem-se mostrado favorável (o que esta palavra pode esconder) à retoma do comércio de diamantes em duas minas naquela região; mas – pasmem (!) – quer “provas sólidas” sobre estas violações de direitos humanos.
Dá-me ideia que a União Europeia – leia-se o “mercado” –, quando lhe cheira a lucro fácil e mais-valias gigantescas (mesmo o tão “respeitável” mercado europeu), ignora completamente os direitos humanos, tal é o poder do cheiro a “lucro fácil”.
O sacrifício de alguns justifica o proveito de muitos”, dirão, à laia de justificação, as consciências mais afectadas; mas, di-lo-ão somente como retórica serôdia.
Se calhar querem, como “provas sólidas”, para garantirem a existência de tortura e violações:
· Cópia do documento da participação ou queixa apresentada pela vítima na esquadra da polícia da localidade, autenticada pelo notário;
·  Confissão (em triplicado) do criminoso, torturador ou violador, atestado por três testemunhas; ou
·    Confirmação, por escrito, do presidente da república do Zimbabwe – Robert Mugabe.
Basta de hipocrisia…!

domingo, 7 de agosto de 2011

Manipulação da Informação

Noam Chromky, nascido nos EUA (Filadélfia, 7 de Dezembro de 1928), é um linguista, filósofo, activista político e professor no Instituto de Tecnologia de Massachusets (MIT).
Entre outras coisas, o seu nome está associado ao estudo das propriedades matemáticas das linguagens formais e combinam uma abordagem matemática dos fenómenos da linguagem, com uma crítica ao behaviorismo, na qual a linguagem é conceptualizada como uma propriedade inata do cérebro (mente) humano, contribuindo, de forma extraordinariamente importante, para a formação da psicologia cognitiva, no domínio das ciências humanas.
Para além da investigação e do ensino da linguística, Chomsky é, também, conhecido através das suas posições de âmbito político, psicológico e social.
Um dos muitos trabalhos importantes de Chomsky é a análise dos meios de comunicação de massa, das suas estruturas, das suas restrições e do seu papel no apoio aos interesses das grandes empresas e dos governos.
Embora diferentes dos sistemas políticos totalitários (nos quais a força física pode ser facilmente usada para coagir a população), as sociedades ditas democráticas precisam de impor, apesar de tudo, meios de controlo bem menos violentos. Numa frase frequentemente citada, Chomsky afirma que “a propaganda representa para a democracia aquilo que o cassetete significa para os estados totalitários.”
Em síntese, poder-se-á considerar que este princípio deriva da existência de cinco filtros que todas as notícias deveriam ultrapassar antes de serem publicadas e que, combinados, distorcem sistematicamente a cobertura das notícias pelos meios de comunicação. São eles:
1º Filtro – o da propriedade dos meios de comunicação – deriva do facto dos principais meios de comunicação pertencerem a grandes empresas.
2º Filtro – o do financiamento – deriva do facto dos principais meios de comunicação obterem a maior parte de sua receita não de seus leitores mas sim de publicidade (que, claro, é paga pelas grandes empresas).
3º Filtro é o caso dos meios de comunicação dependerem fortemente das grandes empresas e das instituições governamentais como fonte de informações para a maior parte das notícias. Isto também cria um constrangimento sistémico contra a sociedade.
4º Filtro é o ataque realizado por vários grupos de pressão que procuram as empresas dos meios de comunicação para pressioná-las, caso saiam duma linha editorial que esses grupos julgam mais de acordo com seus interesses do que com os da restante sociedade.
5º Filtro – normas da profissão de jornalista – refere-se aos preconceitos disseminados pelos que estão na profissão de jornalista.
O modelo descreve como os meios de comunicação formam um sistema de propaganda descentralizado e não conspiratório (na grande maioria dos casos, pois nem é necessário) que, no entanto, é extremamente poderoso. Esse sistema cria um consenso entre a “elite” da sociedade relativamente aos assuntos de interesse público, estruturando esse debate numa aparência de consentimento democrático, mas que visa tão-somente os interesses dessa elite.
No entanto, isso é feito às custas da sociedade como um todo que, naturalmente, é composta por mais pessoas do que aquelas que compõe a sua elite.
Oportunamente falarei das “10 estratégias de manipulação” que foram desenvolvidas e analisadas por Noam Chomsky.

sábado, 6 de agosto de 2011

O elevado nível do recrutamento…

Poderá, ainda, não ser bem como o documentado nesta entrevista; mas, os “boys” para os “job’s” a preencher por este governo, muito em breve (pelo andar da carruagem), terão o nível deste chefe de secção autárquico, em Moçambique.


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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Quem estão a proteger?


Será que querem adiar “sine die” o julgamento do BPN?


Sabe-se que o BPN foi criado por ex-ministros do Governo de Cavaco Silva, gerido por ex-ministros desse Governo, indiciado pela prática de crimes praticados por ex-ministros do então “homem do leme” e que beneficiaram, de forma estranha, os seus amigos.
Será por causa disto que alguém quer que o julgamento possa vir a ser anulado…?