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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

FALAR POR FALAR





Claro que não vão ficar solteiras! Vão casar com as responsabilidades deste governo que são sobejamente maiores e mais néscias.

É nestas coisas que se vê a grandeza deste governo (mas só ao microscópio). Nem precisa de se esforçar muito para superar qualquer outro governo (mesmo os de Durão Barroso ou de Santana Lopes) na (ir)responsabilidade.

Desde que o PM descobriu a palavra “jargão” (na história do mexilhão), que, segundo o dicionário, significa:
1. Linguagem incompreensível.
2. Linguagem característica de um grupo profissional ou sociocultural. = GÍRIA
3. Linguagem artificial usada por determinado grupo e que é incompreensível para as pessoas que não fazem parte desse grupo. = GÍRIA”,

quando se refere a um adágio popular, rifão ou provérbio, muito naturalmente teremos de nos tornar mais tolerantes com a sua linguagem. É bem provável que com a sua expressão relativa à responsabilidade queira manifestar uma vã aspiração de este governo também poder (hipoteticamente) ser responsável como os demais…

Acho que dele se pode aceitar qualquer coisa: fala, por falar. Gosta do seu timbre e tom de voz.

Enfim, ele há coisas…!



sexta-feira, 30 de agosto de 2013

A RESPONSABILIDADE SOCIO-AMBIENTAL DAS EMPRESAS




Já se deixou para trás o economicismo do Nobel, Milton Fridman que na “Time” de Setembro de 1970 dizia: “a responsabilidade social da empresa consiste em maximalizar os ganhos dos accionistas”. Mais realista é Noam Chomsky: “As empresas são o que há de mas próximo das instituições totalitárias. Elas não têm que prestar esclarecimento ao público ou à sociedade. Agem como predadoras, tendo como presas as outras empresas. Para se defender, as populações dispõem apenas de um instrumento: o Estado. Mas há no entanto uma diferença que não se pode negligenciar: enquanto, por exemplo, a General Electric, não deve satisfação a ninguém, o Estado deve regularmente explicar-se à população”(em Le Monde Diplomatique Brasil, n. 1, Agosto 2007, p. 6).

Já há décadas que as empresas se deram conta de que são parte da sociedade e que carregam a responsabilidade social no sentido de colaborarem para termos uma sociedade melhor.

Ela pode ser assim definida: A responsabilidade social é a obrigação que a empresa assume de buscar metas que, a meio e longo prazo, sejam boas para ela e também para o conjunto da sociedade na qual está inserida.

Essa definição não deve ser confundida com a obrigação social que significa o cumprimento das obrigações legais e o pagamento dos impostos e dos encargos sociais dos trabalhadores. Isso é simplesmente exigido por lei. Nem significa a resposta social: a capacidade de uma empresa responder às mudanças ocorridas na economia globalizada e na sociedade, como por exemplo, a mudança da política económica do governo, uma nova legislação e as transformações do perfil dos consumidores. A resposta social é aquilo que uma empresa tem que fazer para adequar-se e poder reproduzir-se.

Responsabilidade social vai além disso tudo: o que a empresa faz, depois de cumprir com todos os preceitos legais, para melhorar a sociedade da qual ela é parte e garantir a qualidade de vida e o meio ambiente? Não só que ela faz para a comunidade, o que seria filantropia, mas o que ela faz com a comunidade, envolvendo seus membros com projectos elaborados e supervisionados em comum. Isso é libertador.

Nos últimos anos, no entanto, graças à consciência ecológica despertada pelo desarranjo do sistema-Terra e do sistema-vida surgiu o tema da responsabilidade socio-ambiental. O facto maior ocorreu no dia 2 de Fevereiro de 2007 quando o organismo da ONU que congrega 2.500 cientistas de mais de 135 países, o Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas (IPCC), após seis anos de pesquisa, deu a público seus dados. Não estamos indo ao encontro do aquecimento global e de profundas mudanças climáticas. Já estamos dentro delas. O estado da Terra mudou. O clima vai variar muito, podendo, se pouco fizermos, chegar até a 4-6 graus Celsius. Esta mudança, com 90% de certeza, é androgénica, quer dizer, é provocada pelo ser humano, melhor, pelo tipo de produção e de consumo que já tem cerca de três séculos de existência e que hoje foi globalizado. Os gases de efeito estufa, especialmente o dióxido de carbono e o metano são os principais causadores do aquecimento global.

A questão que se coloca para as empresas é esta: em que medida elas concorrem para despoluir o planeta, introduzir um novo paradigma de produção, de consumo e de elaboração dos dejectos, em consonância com os ritmos da natureza e a teia da vida e não mais sacrificando os bens e serviços naturais.

Esse é um tema que está sendo discutido em todas as grandes corporações mundiais, especialmente depois do relatório de Nicholas Stern (ex-economista-sénior do Banco Mundial), do relatório do ex-vice presidente dos USA Al Gore, “Uma verdade incómoda” e dos várias Convenções da ONU sobre o aquecimento global. Se a partir de agora não se investirem cerca de 450 mil milhões de dólares anuais para estabilizar o clima do planeta, nos anos 2030-2040 será tarde demais e a Terra entrará numa era das grandes dizimações, atingindo pesadamente a espécie humana. Uma reunião de Julho de 2013 da Agencia Internacional de Energia (AIE) enfatizava que as decisões tem que ser tomadas agora e não em 2020. O ano 2015 é nossa última chance. Depois será tarde demais e iríamos ao encontro do indizível.

Estas questões ambientais são de tal importância que se antepõem à questão da simples responsabilidade social. Se não garantirmos primeiramente o planeta Terra com seus ecossistemas, não há como salvar a sociedade e o complexo empresarial. Portanto: é urgente a responsabilidade socio-ambiental das empresas e dos Estados
Leonardo Boff escreveu: Sustentabilidade: o que é o que não é, Vozes 2012.


sexta-feira, 5 de julho de 2013

DE QUEM É A CULPA?




A culpa é do pólen dos pinheiros
Dos juízes, padres e mineiros
Dos turistas que vagueiam nas ruas
Das strippers que nunca se põem nuas

Da encefalopatia espongiforme bovina
Do Júlio de Matos, do João e da Catarina
A culpa é dos frangos que tem HN1
E dos pobres que já não têm nenhum

A culpa é das "Putas" que não pagam impostos
Que deviam ser pagos também pelos mortos
A culpa é dos reformados e desempregados
Cambada de malandros feios, excomungados

A culpa é dos que tem uma vida sã
E da ociosa Eva que comeu a maçã
A culpa é do Eusébio que já não joga a bola
E daqueles que não batem bem da tola

A culpa e dos putos da casa Pia
Que mentem de noite e de dia
A culpa é dos traidores que emigram
E dos patriotas que ficam e mendigam

A culpa é do Partido Social Democrata
E de todos aqueles que usam gravata
A culpa é do BE, do PS e do PCP
E dos que não querem o TGV

A culpa até pode ser do urso que hiberna
Mas não será nunca de quem governa...



Recebido por e-mail, com a informação de autor desconhecido.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

SER PRESIDENTE



José Alberto Mujica Cordano (Montevideu, 20 de maio de 1935) é um agricultor e político uruguaio, actual presidente da República Oriental do Uruguai, eleito em 29 de novembro de 2009.

Já foi deputado, ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca e, durante a juventude, militou em atividades de guerrilha, como membro do Movimento de Libertação Nacional – Tupamaros [o Movimento de Liberação Nacional – Tupamaros (MLN-T), ou simplesmente Tupamaros, foi uma organização de guerrilha urbana uruguaia, que operou nas décadas de 1960 e 1970, durante a ditadura civil-militar no Uruguai (1973-1985)].

Todos os dias ele embarca no seu Carocha azul de estimação, com destino ao seu pequeno lugarejo – Rincón del Cerro, nos arredores de Montevideu –, onde vive com a sua mulher, a senadora da República Lúcia Topolansky. A casa é discretamente vigiada por dois seguranças. No fim do mês, quando recebe o salário de US$ 12,5 mil (à volta de € 10.000,00) de presidente do Uruguai, José Pepe Mujica separa US$ 1,25 mil (aproximadamente € 1.000,00) e doa o restante, cerca de 90%, a pequenas empresas e ONG's que trabalham com habitações populares. (vide Mário Marcos)

– "Este dinheiro me basta, e tem que bastar porque há outros uruguaios que vivem com menos" – costuma repetir este uruguaio de maneiras simples, 77 anos, que, em reportagem do jornal espanhol El Mundo, foi chamado de “o presidente mais pobre do mundo”.

Como transporte oficial, em vez dos carrões com ar-condicionado dos demais presidentes, ele usa um Opel Corsa. A sua mulher, a senadora Lúcia Topolansky, companheira de muitos anos, também doa boa parte de seu salário. Mujica vive de forma espantosamente simples, apesar de presidir um dos países mais importantes da América do Sul, nunca usa gravata (é quase sempre uma camisa branca com casaco) e convive com os mesmos amigos de antes da eleição que o conduziu ao poder. É capaz de pegar o Carocha (VW), ir até uma loja de ferragem comprar um acessório de casa de banho e, no caminho, parar num pequeno estádio para animar os jogadores do Huracán, equipa da segunda divisão, e prometer um churrasco caso subam para a Série A. Sem contas bancárias ou dívidas, de acordo com El Mundo, ele apenas repete que espera concluir o seu mandato para um descanso sossegado no Rincón del Cerro.

A vida simples não é mera figuração ou tentativa de construir uma imagem, segundo as orientações de um especialista de Marketing. Esta forma de estar na vida faz parte da própria formação de Mujica, um homem que lutou contra a ditadura, foi preso, lutou pelo retorno à democracia e hoje é presidente eleito do país. Tudo isso sem abrir mão das suas convicções, em nenhum momento – a ponto de rejeitar a ideia de mudança da sua vida por ser chefe de Estado.

Mujica não se preocupa em reforçar os seus esquemas de segurança, mesmo quando circula no Carocha (VW) ou no Opel Corsa – e, claramente, não está a bordo de veículos blindados…

O que causa profunda admiração no Presidente Mujica, independentemente das razões destacadas acima, é ver alguém que se recusa a renunciar às suas próprias convicções, mesmo desafiando todas as regras do protocolo. Ele pensa da seguinte forma:

- Lutou a vida inteira por eles, arriscou sua segurança e de sua própria família, porquê mudar agora…?
- Foi eleito, certamente, pelas suas ideias e estilo de vida.

O mundo seria um lugar bem melhor e, com toda a certeza, muito mais pacífico se tivéssemos outros Mujicas à frente dos diversos países…


Não quero comparar este Homem com os nossos governantes, pois há uma enorme diferença em relação a José Mujica. Este é do povo, lutou ao lado do povo, sente o próprio povo, anseia pela melhoria social do povo e… defende o povo…

quinta-feira, 19 de abril de 2012

LIBERDADE E RESPONSABILIDADE



Cada vez mais, tenho orgulho nos meus três filhos.

Poder-se-á dizer que o comportamento deles se deve à educação que eu e a mãe lhes demos. Naturalmente, uma quota-parte estará relacionada com essa educação; mas há algo mais neles que nos conduzem a esse reconhecimento – as suas capacidades de independência, liberdade, responsabilidade e respeito pelos outros.

Desde que eram pequenos, sempre debatemos (e, muitas das vezes, bastante acesamente) as ideias e trocámos opiniões; a nossa posição, enquanto pais e educadores, foi a de estimular as convicções próprias de cada um deles, confrontando-os com outras formas de pensamento, levando-os a fundamentarem as suas próprias convicções e a respeitarem as opiniões dos outros (mesmo que adversas), desde que houvesse uma fundamentação racional – a tornarem-se responsáveis.

Cresceram em liberdade e responsabilidade.

Hoje, sei que posso confiar na maior parte dos seus conselhos; mais – posso confiar em todos os seus conselhos, pois sei que o fazem com responsabilidade, com respeito e, principalmente, com amor.

Hoje, eu e a mãe temos a certeza que os nossos três filhos são livres e responsáveis. Têm opinião própria – pensam pelas suas próprias cabeças.

Obrigado, filhos! Temos orgulho em vós!

E é por acreditar no que escrevo que sinto uma tristeza tão grande pelos pais dos nossos governantes. Quão mal se sentirão eles ao contemplarem o grau de responsabilidade demonstrado pelos seus filhos…?

É triste, mas, apesar de tudo, não responsabilizo os pais; responsabilizo somente os filhos cuja ganância e sede de poder os levou ao triste espectáculo que nos estão a dar.

É necessário que tenham e demonstrem ter opinião própria. Que aquilo que dizem hoje seja fruto de ponderação, responsabilidade e em liberdade para que, como já é hábito e vulgar, não reafirmem, no dia seguinte, o seu oposto. Pior…! Fazem-no com tal irresponsabilidade que nem parece perceberem de que está em jogo a vida de mais de 10 milhões de portugueses.

A título de exemplo vejam-se as declarações do ministro Vitor Gaspar na sede do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington: "que Portugal oferece “uma lição de moral” a todos aqueles que defendem o aumento da despesa pública para estimular a economia. Foram as “políticas fiscais expansionistas” do anterior governo socialista de José Sócrates que conduziram o país a um défice orçamental “insustentável” que desencadeou uma crise e o pedido de ajuda financeira a entidades internacionais, disse Gaspar num debate no âmbito dos encontros bianuais do FMI e Banco Mundial" (Público).

É Preciso descaramento…!

Afinal foi o governo de José Sócrates que desencadeou a crise mundial e, em particular, a europeia…? – Não sabia…!


quinta-feira, 12 de abril de 2012

A CULPA



Recebi estes versos por e-mail. Como não estavam assinados, não sei se os versos foram escritos por quem mos enviou ou, simplesmente, se limitou a reenviá-los, esquecendo-se ou desconhecendo o seu autor; todavia, dada a relevância e o sentido de oportunidade, não resisti a publicá-los.


"A Culpa
A culpa é do pólen dos pinheiros
Dos juízes, padres e mineiros
Dos turistas que vagueiam nas ruas
Das 'strippers' que nunca se põem nuas
Da encefalopatia espongiforme bovina
Do Júlio de Matos, do João e da Catarina
A culpa é dos frangos que têm HN1
E dos pobres que já não têm nenhum
A culpa é das prostitutas que não pagam impostos
Que deviam ser pagos também pelos mortos
A culpa é dos reformados e desempregados
Cambada de malandros feios, excomungados,
A culpa é dos que têm uma vida sã
E da ociosa Eva que comeu a maçã.
A culpa é do Eusébio, que já não joga a bola,
E daqueles que não batem bem da tola.
A culpa é dos putos da casa Pia
Que mentem de noite e de dia.
A culpa é dos traidores que emigram
E dos patriotas que ficam e mendigam.
A culpa é do Partido Social Democrata
E de todos aqueles que usam gravata.
A culpa é do BE, do CDS, do PS e do PCP
E dos que não querem o TGV
A culpa até pode ser do urso que hiberna
Mas não será nunca de quem governa."

sábado, 3 de setembro de 2011

Não é por acaso…


Não é por acaso – e muito menos se poderá considerar uma atitude imatura, irreflectida ou pueril – a forma como este Governo e, principalmente, o Ministro Miguel Relvas, usa e abusa da “agitação e propaganda” na mistificação dos interesses populares e nacionais. Atente-se ao caso das 687 facturas encontradas pelo ministro numa arrecadação fechada…


Espero que, a exemplo do que fizeram, a quando da enganadora denúncia do ministro, os “nossos” órgãos de comunicação social reponham e esclareçam a verdade, em manchetes idênticas às que utilizaram quando cumpriram a propaganda ministerial.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O País que o Sr. Ministro julgava vir encontrar já não existe


Respeito em demasia os nossos emigrantes dos anos 60 do século passado (a quem muito devemos), para me quedar impávido e sereno a olhar os arremedos populistas dos Sr. Ministro Álvaro.
Porque me refiro aos emigrantes dos anos 60?!
Nos anos 60 do pretérito século, os nossos emigrantes, quando regressavam de férias, assistia-lhes uma ideia primordial (logo a seguir a “matar saudades da família) – informar as gentes da sua aldeia acerca das “novidades” e “grandes maravilhas” que encontraram nesses novos mundos que “foram descobrir”. A educação que o Estado Novo lhes permitiu ter na sua própria terra, além de deficiente, era desvirtuada: Branqueou-se a nossa história, impediu-se a divulgação dos novos conhecimentos, apartou-se o povo da realidade europeia e mundial, produziram-se chavões saudosistas e lamurientos do amor pátrio, sonegou-se um dos principais direitos do Homem – a Liberdade –, apelando-se para o sentimento do “orgulhosamente sós”.
A política e o princípio do “orgulhosamente sós” foram desmontados por esses verdadeiros heróis – os emigrantes dos anos sessenta.
Voltando ao Sr. Ministro Álvaro.
O Sr. Ministro trata-nos como se fôssemos as vítimas de um Estado, em que ele é o salvador e traz-nos a salvação, com “os seus privilegiados novos conhecimentos” daquilo que se faz lá fora.
O Sr. Ministro está equivocado!
O País que o Sr. Ministro julgava vir encontrar, já não existe. Começou a transfigurar-se nos anos 60 do Século XX e foi-lhe devolvida a dignidade total, em Abril de 1974.
Desde então para cá, fomos obrigados, por nós próprios, a crescer. Fomos reconhecidos como par entre iguais, na Europa. A nossa competência científica e técnica é por de mais reconhecida no Mundo inteiro.
Por tudo isto, peço-lhe, Sr. Ministro, não venha mostrar-nos o que já conhecemos. Aquilo que os nossos emigrantes fizeram nos anos 60 foi meritório. Aquilo que o Sr. está a querer fazer é, no mínimo, deselegante. Se, por mero acaso, a sua atitude não tem uma intenção inconfessável e continua a apregoar “novas”, então, vejo-me obrigado a pedir-lhe, por respeito a este povo que tão grandiosos filhos teve e tem – demita-se!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Como eu compreendo Barack Obama!


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou, hoje, num discurso, feito a partir da Casa Branca, que continua “preparado para trabalhar com democratas e republicanos” no sentido de encontrar uma solução para o impasse político em torno do aumento do limite do endividamento.
Como o Compreendo…!
Penso que todos nós sentimos a “angústia” do presidente Obama.
Sentimos, numa situação idêntica a esta, a “angústia” do Governo liderado por José Sócrates quando tentou criar condições para que os partidos, com assento parlamentar (de esquerda ou de direita), pudessem entender-se – e, dessa forma, evitar a entrada da Troika e as desvalorizações contínuas do “rating” de Portugal: agora, considerado “lixo”.
Aqui, a teimosia, o protagonismo político e a ambição desmedida de conquistar o poder a qualquer custo impediram uma solução racional e de bom senso. Os apelos do então Primeiro-ministro nada adiantaram.
Pela má experiência que passámos (e ainda estamos a passar, se calhar por longos anos…) faço votos para que os apelos de Barack Obama, junto do Partido Republicano e do Partido Democrata, consigam os seus frutos. Não pretendendo dar lições, apelo aos partidos norte-americanos que olhem para o nosso exemplo e não cometam o mesmo erro.

quarta-feira, 27 de julho de 2011