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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

FALAR POR FALAR





Claro que não vão ficar solteiras! Vão casar com as responsabilidades deste governo que são sobejamente maiores e mais néscias.

É nestas coisas que se vê a grandeza deste governo (mas só ao microscópio). Nem precisa de se esforçar muito para superar qualquer outro governo (mesmo os de Durão Barroso ou de Santana Lopes) na (ir)responsabilidade.

Desde que o PM descobriu a palavra “jargão” (na história do mexilhão), que, segundo o dicionário, significa:
“1. Linguagem incompreensível.
2. Linguagem característica de um grupo profissional ou sociocultural. = GÍRIA
3. Linguagem artificial usada por determinado grupo e que é incompreensível para as pessoas que não fazem parte desse grupo. = GÍRIA”,

quando se refere a um adágio popular, rifão ou provérbio, muito naturalmente teremos de nos tornar mais tolerantes com a sua linguagem. É bem provável que com a sua expressão relativa à responsabilidade queira manifestar uma vã aspiração de este governo também poder (hipoteticamente) ser responsável como os demais…

Acho que dele se pode aceitar qualquer coisa: fala, por falar. Gosta do seu timbre e tom de voz.

Enfim, ele há coisas…!



segunda-feira, 19 de maio de 2014

NÃO PENSO, MAS FAÇO – QUE SE LIXE O ZÉ





Apesar dos avisos sobre o risco de fracasso, o então ministro da Economia Álvaro Santos Pereira (um dos “iluminados” que têm vindo a comer do pote, sem qualquer respeito,) teve a ideia de fazer uma ligação ferroviária sem paragens entre Porto e Vigo, mas a CP e a Renfe estão impedidas de a rentabilizar. O comboio tem transportado, em média, 26 passageiros por viagem, quando tem capacidade para quase 230, o que representa perdas de 1,2 milhões de euros em nove meses.

Nem precisam pensar, fazer estudos, ouvir os mais experientes, ponderar as viabilidades e as alternativas – eles são “o poder”  (julgam !).

Isto é o exemplo dos “orgulhosamente sós” – os discípulos da nova ordem mundial que destrói a humanidade – mais uma vez em funções de governo (como no tempo do velho “estado novo”). Não são eles os prejudicados, somos nós – vítimas deste laboratório “frankensteiniano” – quem sofre os horrores postos em prática pelos incompetentes “aprendizes” do terrível flagelo do neoliberalismo.


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

DESTRUIÇÃO DE DOCUMENTOS – Porque não se cumpre a lei?



O PÚBLICO enviou seis questões ao Ministério das Finanças sobre o caso. A tutela de Maria Luís Albuquerque respondeu que não iria fazer comentários.

(Espero que o Público não se quede por esta resposta vaga e de desprezo pelos cidadãos, no direito que estes têm de ser informados…)

Eis as questões:

1. Em que data foram destruídos os papéis de trabalho relativos aos seis processos?

2. A que empresas diziam respeito os mencionados processos?

3. Por que motivo houve papéis de trabalho de outros processos que foram conservados?

4. A Portaria nº 525/2002 estabelece quatro tipos de procedimentos relativos ao controlo do Sector Empresarial do Estado. Em que tipo de procedimento se inserem estes papéis de trabalho?

5. Independentemente do tipo de procedimento, todos têm uma fase activa de três anos, seguindo-se uma fase semiactiva de 17 anos. Nesse sentido, porque foram destruídos logo ao final de três anos?

6. Por que motivo a auditoria interna foi realizada pela própria IGF?


Segundo Heitor Agrochão, Inspector-geral da IGF: “Foram dadas instruções aos chefes de equipa para que os papéis de trabalho fossem destruídos”.

Pergunto eu, na minha ingenuidade:

Que havia de comprometedor nestes papéis que obrigou à sua destruição ilegal e irremediável…?

Quem foi o responsável por esta ordem ilegal?

Independentemente do que possam querer justificar, há um princípio a que não se pode fugir: A responsabilidade é solidária!


Senhora Ministra das Finanças, em último caso, a responsabilidade é sua!


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

OS DONOS DA BOLA



Será que estes “rapazinhos” não têm quem os eduque? Nem sequer os trabalhos de casa sabem fazer…!

Mas, como são os “detentores do poder” (vulgarmente dito, “são os donos da bola”), resolveram propor um conjunto de 15 “mestres” para fazerem o trabalho que a eles competiria. Não interessa se o país gasta mais ou menos dinheiro com esta decisão – Não lhes interessa (nem sabem fazê-lo…)! Não são eles que pagam…!

Apesar da aparente mais-valia dada pelos títulos académicos que ostentam (diferente dos de Miguel Relvas, embora sem relevância prática), não se livraram do valente puxão de orelhas que a União Europeia lhes deu. “A quatro meses da abertura do próximo quadro de financiamento europeu (2014/20), o Governo português viu o seu primeiro documento de trabalho literalmente arrasado pelos técnicos da Comissão Europeia (CE), que acompanham os trabalhos de preparação dos programas de cada país”. (Sol)

Não é tudo! “A direcção-geral da Comissão Europeia é clara ao dizer que o draft entregue pelo Executivo ‘é ainda muito incompleto’, faltando-lhe questões chave. E lamenta que nem ‘incorpore recomendações centrais feitas pelos serviços da Comissão’. Por isso, a recomendação que seguiu para Lisboa foi no sentido de uma ‘revisão substancial’ da estratégia discutida em Bruxelas, numa reunião preparatória a 16 de Julho”.

E acrescenta, ainda, David Dinis no seu artigo do Sol: “Tratando-se de um documento com sugestões, os técnicos europeus fizeram um verdadeiro guião para as executar. Algumas são estruturais. Exemplos: que o tipo de apoios previstos para Investigação & Desenvolvimento sejam ‘profundamente reorientados’; que aspectos ligados às políticas de transportes e aposta na economia do mar sejam aprofundadas; que as funções do Banco de Fomento (previsto para início de 2014) sejam detalhadas; que seja explicitado como se pode facilitar financiamento às PME; que se passe das ‘vagas intenções’ em domínios como a adaptação profissional dos trabalhadores às necessidades da economia.”

Eles são as trapalhadas com os SWAPS, com os Briefings (bissemanais, mas que se farão ocasionalmente, ou de mês a mês), as demissões que o não foram, o crescimento de 1,1% que representa, homologamente, um decréscimo de 2%, e… eu sei lá que mais enunciar…

Que sejam incompetentes, incultos, irresponsáveis, impreparados, levianos, infantis, amadores, ainda vá que não vá; o problema é deles. Mas que o sejam no desempenho das suas funções e, além de mais, mentirosos… isto não se pode admitir.

O tempo da escola já passou; aí talvez se pudesse admitir tais atitudes, pois confundir-se-ia com a irreverência da juventude. O grave, é que está nas mãos deles os desígnios de um povo; são os responsáveis da miséria (já sem remédio) a que grande parte do país está condenado; são os ladrões dos sonhos de uma juventude sem futuro.

Eles podem ser os “donos da bola” e tentarem que se jogue segundo as regras deles… Obrigado, mas nós já não queremos jogar!

Isto não é uma brincadeira nem a “aventura de ir ao pote”…!

Chega! Basta!

Temos fome de liberdade e sede de justiça!


quarta-feira, 18 de julho de 2012

QUANDO OS RESPONSÁVEIS SE AFIRMAM…!





O texto seguinte, da responsabilidade deputada ao Parlamento Europeu Ana Gomes e publicado no "Causa Nossa", é de veras bem ilustrador da incompetência e irresponsabilidade dos Governos de cariz neo-liberal quando pretendem entregar aos privados as responsabilidades inalienáveis do Estado (além do risco que as populações correm com semelhantes atitudes):


"G4S falha Jogos Olímpicos! Bem feito!!!!

O desatino neo-liberal, desregulador e privatizador, de que sucessivos governos britânicos têm sido instigadores a nível europeu e global, acabou por ter consequências:

O governo de Cameron entregou a segurança dos Jogo Olímpicos de Londres à duvidosíssima empresa privada G4S, que admite agora ser incapaz de cumprir o contrato por nao ter conseguido "estudantes" e "desempregados" interessados em trabalhar pelos baixos salários que oferecia.

De uma penada, desfazem-se vários mitos
- que empresas privadas de segurança são realmente profissionais, mais eficazes e mais confiáveis do que Forças policiais ou militares do Estado;
- que governos que privatizam funções de defesa e segurança que, por definição, deveriam ser monopólio do Estado, actuam em beneficio dos contribuintes: os britânicos vão agora gastar mais, com menos garantias de preparação e ninguém lhes paga o gozo que estão a dar por esse mundo fora com a humilhação auto-infligida;
- que governos de direita como o de Cameron se preocupam especialmente com a segurança dos cidadãos.

Enfim, desta vez voltou-se o feitiço contra os feiticeiros.

Lamentavelmente não tenho nenhuma esperança que os aprendizes do governo português aprendam alguma coisinha com esta história para moderarem o afã privatizador, na área da defesa e da segurança e não só".