quarta-feira, 16 de novembro de 2011

QUE MAL CUIDE EM PERGUNTAR…(4)


João Luís Correia Duque é professor, é catedrático, é formador, ensina (ou deveria ensinar), é um especialista de generalidades e é um “Tudólogo” (pelos vistos, é especialista em tudo). Até aí, enfim…!


As perguntas que quero fazer são:

– O que poderá aprender um aluno deste senhor …?

– Será legítimo manter qualificações destas (manifestadas, entre tantas outras coisas, por João Duque no tristemente célebre “Relatório do Grupo de Trabalho para a definição do conceito de serviço público de comunicação social) a leccionar, em Portugal?

terça-feira, 15 de novembro de 2011

ISTO É QUE SÃO UNS ARTISTAS…!



Portugal também foi vítima das agências de rating” (que Bruxelas pretende agora suprir), considerou, esta terça-feira em Estrasburgo, o comissário europeu responsável pelos serviços financeiros Michel Barnier (ver aqui).

Michel Barnier utiliza o advérbio “também”. Quer isto dizer que, para além das “agências de rating”, houve mais gente que vitimou Portugal.

O Comissário não citou, mas penso que sabe quem foram os algozes internos que levaram o País à dependência externa; e penso que também sabe quais os subterfúgios (mentiras) invocados pelos maldizentes, a quando do chumbo do PEC IV.

Palavras, para quê …? – São artistas portugueses…

Uns, agora, são governo; os outros continuam oposição…

domingo, 13 de novembro de 2011

SONETO QUASE INÉDITO

Recebi, via e-mail, um soneto de José Régio que transcrevo a seguir. Não o conhecia (o próprio título o considera quase inédito…). Todavia, chamo a atenção para o ano da sua escrita – 1969 – Crise Académica, iniciada em Coimbra (17 de Abril).
Em 1969 não havia liberdade de expressão ou de opinião. Hoje, ainda há… Mas, até quando?



Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.

Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.

E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,

Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos – só! – por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.

JOSÉ RÉGIO, Soneto escrito em 1969, no dia de uma reunião de antigos alunos.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

ACORDAR PAIXÕES ADORMECIDAS…

José Augusto Rocha[1], num artigo em homenagem à memória de Palma Inácio, escreveu, referindo-se à acusação que a PIDE tinha preparado para incriminar o líder da LUAR poucos dias antes de 25 de Abril, o seguinte: “Toda esta complexa incriminação, trocada por miúdos, significava ‘a tentativa de alteração da Constituição, golpe de Estado e impedimento do exercício das faculdades constitucionais e conjuração ou conspiração para a prática de crime contra a segurança do Estado’”.


Palma Inácio sempre lutou contra aqueles que tinham espoliado o povo do seu mais elementar direito – a Liberdade.

Hoje, somos nós quem tem de lutar contra a prática de crimes contra a segurança popular…!


O regime anterior a Abril de 1974 nunca reconheceu a democracia, nem o parlamentarismo (era um regime de partido único e, mesmo assim, viciava a própria farsa das eleições), que impôs uma constituição à revelia da vontade popular, mas que, ardilosamente, se refugiava nela para combater os potenciais libertadores do povo.
Hoje, assistimos a um fenómeno semelhante; porém, quem quer atropelar a Constituição é o Governo. A Constituição é fruto da democracia e não nos foi imposta – foi Votada. Para a alterar, é necessário uma votação específica, para a qual não basta uma maioria simples, tem de ser uma maioria de dois terços. Na actual Constituição, o povo é a única entidade que é soberana.

Afinal o que está a acontecer…?

– Subvertendo os elementares princípios democráticos, atenta-se contra as disposições constitucionais do respeito pela equidade, do direito à saúde e à educação tendencialmente gratuita, da verdade e do respeito pelas instituições democráticas, da segurança social e do estado de direito.

Quem incorre neste crime…?

– Desta vez não é um homem a lutar pelos direitos do seu povo, pela liberdade… e pela igualdade de direitos e obrigações. Não! Desta vez é o próprio Governo ultra-liberal a destruir a democracia e a atentar contra a Constituição da República Portuguesa.

As paixões estão adormecidas – não morreram.

Por este andar, é bem provável vermos, em breve, cartazes como este:




[1] Entre muitas outras coisas, conta-se a participação em numerosos julgamentos no Tribunal Plenário Criminal de Lisboa, onde defendeu vários presos políticos, nomeadamente, Victor Ramalho, Francisco Canais Rocha, João Pulido Valente, António Peres, Diana Andringa, Fernando Rosas, Maria José Morgado, José Mário Costa, Paula Rocha, Isabel Patrocínio Saldanha Sanches.

Mudam-se os tempos... A malta da nossa geração compreende.


Posso não concordar com tudo o que é narrado no e-mail recebido e que a seguir transcrevo, ou pelo menos, com uma ou outra situação mais hiperbolizada; mas tenho de anuir que, hoje em dia, há situações deveras caricatas.


Obrigado, Celeste!


Divirtam-se. :-)

Situação: O fim das férias.
Ano 1978: Depois de passar 15 dias com a família atrelada numa caravana puxada por um Fiat 600 pela costa de Portugal, terminam as férias. No dia seguinte vai-se trabalhar.
Ano 2010: Depois de voltar de Cancún de uma viagem com tudo pago, terminam as férias. As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão, seborreia e caganeira.
Situação: Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno.
Ano 1978: Não se passa nada.
Ano 2010: As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão e caganeira.
Situação: O Pedro está a pensar ir até ao monte depois das aulas, assim que entra no colégio mostra uma navalha ao João, com a qual espera poder fazer uma fisga.
Ano 1978: O director da escola vê, pergunta-lhe onde se vendem, mostra-lhe a sua, que é mais antiga, mas que também é boa.
Ano 2010: A escola é encerrada, chamam a Polícia Judiciária e levam o Pedro para um reformatório. A SIC e a TVI apresentam os telejornais desde a porta da escola.
Situação: O Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas.
Ano 1978: Os companheiros animam a luta, o Carlos ganha. Dão as mãos e acabam por ir juntos jogar matrecos.
Ano 2010: A escola é encerrada. A SIC proclama o mês anti-violência escolar, o Jornal de Notícias faz uma capa inteira dedicada ao tema, e a TVI insiste em colocar a Moura Guedes à porta da escola a apresentar o telejornal, mesmo debaixo de chuva.
Situação: O Jaime não pára quieto nas aulas, interrompe e incomoda os colegas.
Ano 1978: Mandam o Jaime ir falar com o Director, e este dá-lhe uma bronca de todo o tamanho. O Jaime volta à aula, senta-se em silêncio e não interrompe mais.
Ano 2010: Administram ao Jaime umas valentes doses de Ritalin. O Jaime parece um Zombie. A escola recebe um apoio financeiro por terem um aluno incapacitado.
Situação: O Luis parte o vidro dum carro do bairro dele. O pai caça um cinto e espeta-lhe umas chicotadas com este.
Ano 1978: O Luis tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à universidade e converte-se num homem de negócios bem sucedido.
Ano 2010: Prendem o pai do Luís por maus-tratos a menores. Sem a figura paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís começa a namorar com o psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha.
Situação: O Zézinho cai enquanto praticava atletismo, arranha um joelho. A sua professora Maria encontra-o sentado na berma da pista a chorar. Maria abraça-o para o consolar.
Ano 1978: Passado pouco tempo, o Zezinho sente-se melhor e continua a correr.
Ano 2010: A Maria é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego. Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zezinho passa 5 anos de terapia em terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a Maria por trauma emocional, ganhando ambos os processos. Maria, no desemprego e cheia de dívidas suicida-se atirando-se de um prédio. Ao aterrar, cai em cima de um carro, mas antes ainda parte com o corpo uma varanda. O dono do carro e do apartamento processam os familiares da Maria por destruição de propriedade. Ganham. A SIC e a TVI produzem um filme baseado neste caso.
Situação: Um menino branco e um menino negro andam à batatada por um ter chamado 'chocolate' ao outro.
Ano 1978: Depois de uns socos esquivos, levantam-se e cada um para sua casa. Amanhã são colegas.
Ano 2010: A TVI envia os seus melhores correspondentes. A SIC prepara uma grande reportagem dessas com investigadores que passaram dias no colégio a averiguar factos. Emitem-se programas documentários sobre jovens problemáticos e ódio racial. A juventude Skinhead finge revolucionar-se a respeio disto. O governo oferece um apartamento à família do miúdo negro.
Situação: Fazias uma asneira na sala de aula.
Ano 1978: O professor espetava duas valentes lostras bem merecidas. Ao chegar a casa o teu pai dava-te mais duas porque 'alguma deves ter feito'
Ano 2010: Fazes uma asneira. O professor pede-te desculpa. O teu pai pede-te desculpa e compra-te uma Playstation 3.

Celeste

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

PILARES DO PODER TOTALITÁRIO

É preciso estar atento aos fenómenos históricos que teimam em se repetir; principalmente se esses fenómenos se apoiam na boa-fé, nas crenças, nas expectativas e na ilusão dos povos. Estas manifestações são, normalmente, acompanhadas pela tomada do controlo dos órgãos de comunicação social – são os pilares que suportam as ditaduras.



Sem Joseph Goebbels – uma das personagens mais sinistras da Europa do século passado –, Hitler não teria conseguido ir tão longe…

Figura-chave do regime nazi, foi Ministro do Povo, da Alegria e da Propaganda de Adolf Hitler (Propagandaminister), onde exerceu um severo controlo sobre as instituições educativas e os meios de comunicação.

Goebbels fez tudo o que estava ao seu alcance na preparação do povo alemão para um conflito militar em larga escala. Aumentou o seu poder e influência através de alianças e constante deslocação dos dirigentes nazis; uns por conveniência pessoal, outros pela necessidade de os punir ou afastar dos centros de decisão, sem que o povo se apercebesse das verdadeiras razões. Era necessário fazer uma coisa, parecendo outra… O livre-arbítrio camuflado!

Em finais de 1943, a guerra estava a virar-se contra os poderes do Eixo; todavia, isso só contribuiu para que Goebbels intensificasse a sua propaganda, exortando os alemães a aceitar a ideia de guerra total, enaltecendo os ideais de “patriotismo”.

Goebels foi um dos pilares do Nazismo e do Terror na Europa.

OS ROSTOS DA EUROPA




As pessoas começaram a vê-los juntos. Foram-se habituando a que, quando ouviam um, escutavam de imediato a réplica do outro. De insinuação em insinuação, começaram a ser vistos como interessados na problemática dos acontecimentos onde intervinham. A partir de determinada altura, começaram a ser ouvidos, pois eram os únicos que podiam fazer-se escutar. Apesar de internamente contestados, eram vistos, fora, como responsáveis. Hoje, já começam a ser contraditados, mas a posição dos opositores não é ouvida. Criaram uma coligação e um poder virtuais que é tacitamente aceite por todos. Presentemente, já ditam leis (algumas inexistentes, outras condicionadas a realidades inverosímeis) com o intuito de serem seguidos pelos aparentemente mais pragmáticos ou frios.

É verdade…! Refiro-me à senhora Angela Merkel e ao senhor Nicolas Sarkozy.

O mesmo poderia ser dito relativamente ao nosso governo, concretamente nas pessoas de Miguel Relvas, Passos Coelho e Vítor Gaspar. A diferença reside somente nas motivações: Os primeiros querem fazer uma Europa só de ricos, poderosos, eleitos… – uma nova maneira de ser arianos (?); estes últimos só não querem ser esquecidos (como bons alunos cumpridores) na espectativa de virem a ser os capatazes das vítimas a explorar.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

SOCIALITE OU SOCIALISTA


Este título também poderia ser: Socialite ou socialista, o dilema numa abstenção violenta.

António José Seguro diz que “há margem para o Governo cortar apenas um subsídio”.

A 1ª grande mentira

Será que este “socialite” – que de socialista nada tem – ainda não percebeu aquilo que se está a passar em Portugal…? Ou, quando diz que irá fazer uma “abstenção violenta” se quer referir à violência com que destrói as ideologias, a legalidade constitucional… e o próprio povo?

Estou farto de aturar políticos que fizeram a sua aprendizagem ainda de calções (mas querendo parecer homens crescidos), a fazerem pichagens daquilo que lhes ordenavam; a maior parte das vezes sem saberem o que era, para que era ou a que servia aquilo que executavam – cumpriam ordens dos mais velhos, sem saberem porquê –, mas julgavam-se importantes.

Certamente, nenhum deles saberá – e muito menos, sentirá – o que foi lutar pela igualdade e pela equidade.

O socialismo democrático, a social-democracia, a democracia cristã ou a simples democracia são realidades bastante diferentes entre si, mas suficientemente próximas para rejeitarem arbitrariedades e desrespeitos da nossa Constituição.

Foi preciso que dois “companheiros de oposição”, quando eram líderes juvenis, crescessem (somente em idade) para provocarem tamanho descalabro, sendo liderados por uma eminência parda que os controla de forma aparentemente apagada ou discreta, mas sobejamente eficiente.

Voltando a António José Seguro, quero somente esclarecê-lo (ou alguém que o faça por mim, porque não conseguiria estar perto do ar que ele respira) que o problema não é haver margem para cortar somente um subsídio; o problema é quererem cortar qualquer subsídio, pois é ilegítimo, inconstitucional e, principalmente é antissocialista – contribui para a desigualdade das pessoas. Não respeita a equidade, como agora se diz.

domingo, 6 de novembro de 2011

QUE VIOLÊNCIA…!


Abstenção do PS vai ser violenta, mas construtiva", garante António José Seguro…

Isto agora já é a sério. Até parece George Bush quando ameaçava parar de respirar…
São táticas… Pelo menos não utiliza lugares comuns, como dizer “Não me agarrem, senão… nem sei o que faço”…

Há políticos tão ridículos…!

O pior é que são esses quem normalmente põem em risco a humanidade.

De qualquer modo, o que quer dizer abstenção violenta?

Deve ser qualquer coisa como “cão que ladra não morde”!

Cultura pós 5 de Junho (2)

Não posso ignorar as espectativas que muita gente ligada à “cultura” depositou sobre Francisco José Viegas. Foram iludidas; eu, felizmente, não o fui, mas não adianta nada…
Esta é a realidade da Companhia Nacional de Bailado e da Cultura em Portugal!
Como podemos mudar esta realidade…?
Penso que, depois de lermos o post anterior, poderíamos sugerir qualquer coisa como a venda das obras de arte de Duarte Lima e reverter o lucro para apoio à cultura. Arte, com arte se paga…

 Bailado da Liberdade

Comunicado da Comissão de trabalhadores representando os artistas e restantes colaboradores da CNB

“A Comissão de Trabalhadores da CNB saúda o Público na apresentação de ‘Du Don De Soi’, desejando que desfrutem deste espectáculo.
Esta obra é interpretada por um dos corpos artísticos do OPART, a Companhia Nacional de Bailado e estão igualmente no espírito desta mensagem todos os trabalhadores do Teatro São Carlos. Por detrás deste trabalho está ainda todo um aparelho invisível, mas indispensável, de técnicos e administrativos. Em cada um destes sectores, as pessoas têm mantido um empenho e criatividade indefectíveis, apesar de anos de progressiva desorçamentação.
Neste momento as pessoas que fazem o Teatro São Carlos e a CNB enfrentam uma nova realidade:
- O orçamento do OPART para 2012, mais uma vez reduzido, pela primeira vez na sua história, para um valor que é efectivamente inferior aos custos fixos de funcionamento, deixa assim de existir qualquer verba para produção.
Note-se que o valor destes custos fixos já é na CNB e Teatro São Carlos muito inferior à média europeia, e nomeadamente ao praticado nos teatros que nos são mais próximos.
Este corte é aplicado cegamente a um organismo que, apenas por simples e arbitrária decisão administrativa, partilha do estatuto legal de EPE. Rigorosamente mais nada da sua natureza assemelha o OPART às outras EPEs: Com necessidades de planeamento e funcionamento muito específicas, o OPART é diferente também na escala comparativamente reduzida das verbas que movimenta e, sobretudo, na sua condição histórica de membro de um mercado desde sempre globalizado.
Permitir o funcionamento do aparelho sem permitir que cumpra a sua razão de ser é uma forma de asfixia por absurdo.
Perante esta situação excepcional, está neste momento em curso uma urgente reflexão interna. A única maneira de encontrar algum dinheiro para produções parece ser, neste momento, retirá-lo às remunerações dos trabalhadores. Sob a forma de reduções que irão agravar as severas medidas gerais de austeridade, ou num cenário impensável de lay-off, os trabalhadores da CNB e Teatro São Carlos seriam assim os mecenas do seu próprio trabalho.
A vocação da CNB e do Teatro São Carlos identifica-se completamente na dedicação e talento das pessoas que lá trabalham. Os dias e anos de preparação e aperfeiçoamento, o saber adquirido e o esforço feito na superação das circunstâncias são assim frustrados, num desperdício de capacidades sem precedentes.
Cremos que esta será uma situação inédita e só muito dificilmente sustentável.
Apelamos a que a tutela volte a examinar a história das reduções de custo na CNB e Teatro nacional de São Carlos, e que reavalie o sentido de mais este corte num organismo que está já reduzido à sua dimensão essencial, ficando assim impedido de funcionar.”

A cultura pós 5 de Junho




Enviado por e-mail:

...e por falar em Cultura...
- gostei imenso do título do “Correio da Manhã”, de 31/10: "BPN emprestou 6,8 milhões a Duarte Lima para comprar obras de arte".
- eh ! eh ! ...provavelmente por isso, por já não haver mecenas deste quilate, na esfera do PSD, é que agora só temos Secretaria de Estado da Cultura, e não Ministério... !!!

Fernando Pimenta

sábado, 5 de novembro de 2011

Arte, cultura ou… economia…?


Recebido por e-mail

(...) ministro “não sei quê” Relvas foi a Madrid, à cerimónia da entrega da bota de ouro ao Ronaldo. Boa !!! define a classe destes “rapazinhos” que nos governam agora: para o pontapé-na-bola, agora, vai o Ministro – antes, ia o Secretário de Estado (dos desportos); na Cultura (dança, teatro, artes e letras...): antes, tínhamos um Ministério; agora temos uma Secretaria de Estado (...) que nem sequer tem assento em reuniões do Conselho de Ministros... Muito Boa !!! ... continuem assim… vão no bom caminho!!!

Fernando Pimenta

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

PARAÍSOS FISCAIS



Apanhei um susto…! Só recuperei quando li que unicamente serão banidos da comunidade internacional os países cujos “Paraísos Fiscais” constem de uma lista que vai ser publicada.

Ah…! Bem…! Os “paraísos fiscais” que interessem aos redactores da lista não farão parte dela…

Ocorre-me uma dúvida “angustiante”: Será que o Centro Internacional de Negócios da Madeira (eufemismo utilizado no mercado internacional para suavizar a carga negativa associada a Zona Franca da Madeira) também fará parte dessa lista…?

Penso que não, isto é, tenho a certeza de que não fará parte dessa lista…
1º Porque “gigantes” como a PepsiCo, Dell, Swatch, British Tobacco e muitas outras se servem deste Centro Internacional de Negócios da Madeira;
2º Porque o nosso governo tem sido um bom aluno, desviou as atenções do despesismo exagerado da Madeira e tem respondido “à voz dos donos”…;
3º Pouca gente (quase ninguém) fala dos 900 milhões de euros perdidos pela Madeira devido a exportações fictícias que inflacionaram artificialmente o PIB[1].



[1] MARTINS, João Pedro – SUITE 605 – AENL; Outubro de 2011

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Dinheiro e dignidade



A Troika veio fazer experiências para Portugal (por exemplo, testar a redução das TSU aumentando o IVA, como medida para valorizar a economia, vejam lá…), mas continua a não aprender com os erros; mesmo assim, cobra-nos, a título de “comissões” pelos empréstimos, a módica quantia de 665 milhões de euros. Julgava que o pagamento de um empréstimo se processaria através das amortizações acrescidas dos juros do capital respectivo.
Se enviam pessoas para aprender no “laboratório” (Portugal), em vez de receberem, deveriam pagar.
Não percebo nada disto. Podem roubar-nos, mas não nos compram, pois o dinheiro não compra tudo.


O dinheiro pode:

comprar uma cama – mas não o sono;
comprar um relógio – mas não o tempo;
comprar um livro – mas não o conhecimento;
comprar um título – mas não o respeito;
comprar medicamentos – mas não a saúde;
comprar sangue – mas não a vida;
comprar sexo – mas não o amor;
comprar uma casa – mas não um lar;
comprar pessoas – mas não amigos;
comprar divertimentos – mas não a felicidade;
comprar um governo – mas nunca a dignidade do povo.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Parabéns, meu irmão…!


Domingos, meu irmão mais velho, fazes hoje, 2 de Novembro, anos. Estamos longe, mas, diária e continuamente, falamos, trocamos opiniões, analisamos a desgraça do nosso quotidiano, carpimos a mágoa de termos contribuído para a instauração da democracia que, infelizmente, pariu governantes como os actuais.

Meu irmão, soubéssemos nós o que estes aprendizes de políticos iriam fazer no futuro (que é agora), certamente nenhum de nós se teria “reformado”…

Todavia, quero mostrar-te uma réstia de luz: – Ainda não há donos absolutos da democracia…!

Uns querem comprar democracias – como a Grécia, Portugal, Irlanda, etc. (ou a sua subjugação); outros, vender novas ou reformuladas democracias – como, por exemplo, ao Egipto, à Argélia, à Líbia, etc. (para beneficiarem das suas riquezas); outros, ainda, não vendem nem compram – regulam-nas – como é o caso da Palestina sob a regulação americana e israelita.

O que te quero oferecer hoje, dia do teu 67º aniversário, é o exemplo da Grécia: Podem roubá-la, espoliá-la de todos os seus bens, transformá-la num banquete de abutres agiotas, mas não lhe roubaram, ainda, a dignidade – Numa democracia o povo é quem mais ordena…!

É uma prenda simbólica, mas é transmitida com amor. Bem hajas, meu irmão! Mais uma vez, parabéns…!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Informação ministerial

Alguém, por favor, faz chegar isto ao Sr. Ministro Álvaro:



Computadores e enxadas são ferramentas...




Para justificar o corte na educação, neste caso concreto, acabar com as aulas de informática para o 9º ano, Nuno Crato diz: “Nesta idade, a maioria dos jovens já domina os computadores perfeitamente”. Também sabem o que são enxadas (em tempo sugeridas pelo Sr. Primeiro-ministro) …

Ora bolas, Sr. Ministro! Nesta idade “eles” já sabem contar, sabem falar, sabem o que é sexo, sabem o que é crime, armas, guerras. Sabem também o que é prostituição, embora a maioria não a frequente; mas, se não os educarmos, mais tarde ou mais cedo, confundirão amor com sexo, paixão com prostituição… Poderão saber muito de computadores, mas se não os formarmos (educarmos) a sua utilização estará comprometida, o desenvolvimento será condicionado e a responsabilidade de educar estará, irremediavelmente, prejudicada.

Depois do lápis, aprendi a escrever com aparos de tinta; mais tarde, com canetas de tinta permanente e, depois, com a esferográfica. Já conhecia a régua, o transferidor e o compasso (e utilizava-os, ainda antes de ir para a escola); mas, ensinaram-me a tirar partido e proveito destas ferramentas. Desde o lápis, a caneta, a esferográfica, o compasso e muito mais, que todos nós estamos familiarizados com as ferramentas civilizacionais e, no entanto, o que teríamos de aprender, agora, se tivessem coarctado a nossa formação.

Sr. Ministro, ainda está a tempo de aprender (embora, diz o povo, burro velho não aprende línguas). Inscreva-se num cursinho de “iniciação à pedagogia” ou de “princípios básicos de educação”. É capaz de lhe dar jeito…! Tanto mais que, outrora, a sua crítica era de sinal contrário…

Talvez, não… Com certeza…!

Ao olharmos para a imagem seguinte, retirada do Económico online, percebemos, pelas “chamadas” às notícias mais lidas (no topo), com quem estamos “metidos”.


Ferreira do Amaral esclarece talvez [o governo] nem se tenha apercebido da gravidade, e acrescenta: o que me mete mais impressão é que estas medidas sejam anunciadas sem haver um estudo do impacto que elas [terão] na realidade”.
A este respeito, comentou, no final da reunião de Concertação Social, o Secretário-geral da UGT, João Proença: está em causa a destruição do horário de trabalho; não há memória deste tipo de medida em toda a União Europeia e merece o nosso repúdio total…”
Depois de se ver a posição do ministro Álvaro Santos Pereira, percebo que o “talvez” do Prof. Ferreira do Amaral está incorrectamente aplicada; não é “talvez”, é “com certeza”… este governo não se apercebeu da gravidade como emite opiniões, sobre os assuntos que trata, a forma como trata e, principalmente, com quem trata – o povo, que é soberano.
O povo é soberano na Constituição da República Portuguesa; todavia, como agora já se fazem alterações à Constituição sem a necessária maioria de dois terços, pergunto se ainda o é (soberano)? …e, se o for, até quando? …ou, será que vai permitir ser gerido contra a sua vontade…?

sábado, 29 de outubro de 2011

O peso da responsabilidade...


Querem perceber o significado de:

Contenção;
Austeridade;
Confisco;
Recessão;
Desemprego;
Pobreza;
Assistencialismo;
Caridade?


Podem crer, se a evolução for semelhante à desse vídeo, a responsabilidade será nossa.

Sorriso Cínico e Maldoso…


Fotografia colocada no mural do ministro no FB

Que “delícia” a apreciação e interpretação que Estrela Serrano faz da qualificação que Carvalho da Silva conclui do Ministro Miguel Relvas, no seu blogue. É, de facto, maravilhosa a interpretação da “linguagem corporal”. Nem Paul Ekman[1], se calhar, seria tão preciso ao fazer uma avaliação semelhante, salvo os vómitos que teria…

Expressões como as seguintes definem exatamente o sentimento que nutro pelo Ministro:
“Independentemente do que ele diz, há sempre qualquer coisa perturbadora no seu olhar e na expressão do seu rosto.”

“O ministro possui um olhar fixo e penetrante, a que Carvalho da Silva chamou ‘maldoso’. Há nesse olhar algo de ‘provocador’, efeito potenciado pelos lábios finos e apertados que quase desaparecem sob o nariz aquilino, a denotar teimosia e ambição, visíveis nesta fotografia.”

Quando fala, as pupilas alternam entre fixidez e movimentos rápidos, como que tentando dominar o espaço à volta, o que lhe confere um ar maquiavélico. A cada frase, o olhar torna-se mais penetrante e adquire um brilho que causa incómodo.

Quando sorri, não se sabe se é sorriso ou se é esgar. Carvalho da Silva chamou-lhe sorriso cínico’.



[1] (1934, Washington DC) é um psicólogo americano que tem sido pioneiro no estudo das emoções e expressões faciais.