Que sorte
o mundo teve de, para a eleição do Papa Francisco, a Argentina não ter votado.
Que sorte
o mundo teve de, para a eleição do Papa Francisco, a Argentina não ter votado.
No
século XVI, a China era um dos impérios mais poderosos do mundo, com uma rica
história de inovação tecnológica, comércio e exploração. Enquanto a Europa
estava apenas começando a despontar como uma potência global, a China já havia desenvolvido
tecnologias avançadas em diversas áreas, incluindo a construção de embarcações
de tamanho notável. Embora não existam registos históricos que confirmem a
existência de um navio do tamanho de um porta-aviões moderno na China do século
XVI, há evidências de que a China já havia produzido embarcações
extraordinariamente grandes e impressionantes naquela época.
Durante
o século XVI, a dinastia Ming (1368-1644) estava no poder na China. Este foi um
período de notável crescimento e inovação, e a China destacou-se em várias
áreas, incluindo ciência, tecnologia e exploração marítima. Sob o comando do “imperador
Yongle”, a China lançou uma série de expedições navais conhecidas como
as Grandes Viagens do Almirante Zheng He. Estas viagens ocorreram entre 1405 e
1433 e foram destinadas a explorar e estabelecer relações comerciais em todo o
Oceano Índico e até mesmo em partes da costa leste da África.
As
frotas de Zheng He eram compostas por uma série de enormes embarcações que eram
verdadeiras maravilhas de engenharia naval. A maior delas, conhecida como o “Bao
Chuan” ou “Tesouro do Dragão”, tinha um comprimento estimado de
cerca de 137 metros e uma largura de aproximadamente 55 metros. Isso é
impressionante por si só, mas o que torna essa embarcação ainda mais notável é
o facto de que esses números se aproximam das dimensões de um porta-aviões
moderno, embora a funcionalidade e o propósito fossem muito diferentes.
As
Grandes Viagens de Zheng He eram missões de exploração, com o objectivo de
estabelecer laços diplomáticos e comerciais com outras nações. As enormes
embarcações de Zheng He tinham múltiplos convés, alojamentos luxuosos para a
tripulação e dignitários, e podiam transportar grandes quantidades de
mercadorias – tesouros, e presentes. Além disso, eram equipadas com sistemas de
abastecimento de água, sistemas de ventilação e outros recursos que permitiam
viagens longas e seguras pelo oceano. Algumas descrições sugerem que essas
embarcações poderiam transportar tripulações de até mil pessoas.
Embora
o “Bao Chuan” e outras embarcações das Grandes Viagens de Zheng
He fossem incrivelmente grandes e avançadas para a sua época, é importante
notar que elas não tinham a mesma funcionalidade de um porta-aviões moderno. Os
porta-aviões são navios de guerra projectados para transportar aeronaves e
realizar operações militares aéreas. Eles possuem pistas de descolagem e
aterragem, sistemas de armas, e uma variedade de sistemas de comunicação e
comando. As embarcações de Zheng He, por outro lado, eram mais voltadas para a
exploração, com ênfase na capacidade de transportar pessoas, mercadorias e
diplomatas em missões de comércio e políticas.
As
Grandes Viagens de Zheng He foram uma demonstração impressionante do poder e da
inovação da China do século XV, mas elas também representaram um esforço
considerável que consumiu recursos substanciais. Após a morte do imperador
Yongle, a China optou por interromper essas expedições em grande escala,
redireccionando os seus recursos para outros projectos. Como resultado, os
registos históricos posteriores sobre as embarcações de Zheng He se tornaram
escassos, e as tecnologias e conhecimentos associados a essas frotas perderam –
se em grande parte ao longo do tempo.
Em
resumo, embora não existam evidências conclusivas de que um navio do tamanho de
um porta-aviões moderno tenha existido na China do século XVI, as Grandes
Viagens de Zheng He demonstram que a China daquela época era capaz de construir
embarcações excepcionalmente grandes e avançadas para sua época. Essas
embarcações eram notáveis não apenas pelo seu tamanho impressionante, mas
também pela sua capacidade de realizar expedições marítimas de longo alcance e
estabelecer laços com outras nações numa era de exploração global. A história
das Grandes Viagens de Zheng He é um testemunho da riqueza cultural e
tecnológica da China imperial do século XVI.
As
embarcações utilizadas nas Grandes Viagens do Almirante Zheng He e as caravelas
portuguesas do mesmo período representam duas abordagens muito diferentes em
relação à construção naval e à exploração marítima. Aqui estão algumas
comparações entre esses dois tipos de navios:
Os navios de Zheng He: As embarcações de Zheng He, como mencionado
anteriormente, foram comissionadas pelo imperador Yongle da dinastia Ming para
realizar expedições de exploração, comércio e diplomacia. O seu principal
objectivo era estabelecer relações comerciais e diplomáticas com outras nações,
além de explorar territórios desconhecidos.
As caravelas portuguesas: As caravelas eram embarcações de origem
portuguesa desenvolvidas para a exploração marítima, mas o seu principal foco
era a procura de rotas comerciais alternativas para as riquezas do Oriente,
como especiarias. As caravelas também eram usadas para fins militares, como a
expansão do império português.
Tamanho
e Design:
Navios de Zheng He: As embarcações de Zheng He eram notáveis pelo
seu tamanho impressionante, especialmente o “Bao Chuan”. Eram
grandes, com vários conveses e podiam transportar grandes tripulações e cargas.
Possuíam uma construção robusta e eram adaptados para viagens oceânicas de
longa distância.
Caravelas portuguesas: As caravelas eram notavelmente menores em
comparação com as embarcações de Zheng He. Eram embarcações de casco único,
mais ágeis e adequadas para navegar em águas costeiras e oceânicas. Tinham uma
estrutura mais leve e eram projectadas para serem manobráveis, tornando-as
ideais para a exploração de rotas costeiras.
Tecnologia
de Navegação:
Navios de Zheng He: As embarcações de Zheng He eram equipadas com
avançadas tecnologias de navegação, como bússolas, astrolábios e sistemas de
posicionamento estelar. Isso permitia que as expedições alcançassem destinos
distantes com precisão.
Caravelas portuguesas: As caravelas também faziam uso de
tecnologias de navegação, incluindo a bússola e instrumentos astronómicos, mas a
sua exploração estava mais centrada em rotas oceânicas e navegação costeira.
Capacidade
de Carga:
Navios de Zheng He: As embarcações de Zheng He tinham a
capacidade de transportar grandes quantidades de carga, incluindo tesouros,
presentes diplomáticos, mercadorias comerciais e suprimentos para longas
viagens. Eram mais focadas na capacidade de transporte.
Caravelas portuguesas: As caravelas eram menores e tinham menos
capacidade de carga em comparação com as embarcações de Zheng He. No entanto,
eram adequadas para transportar cargas valiosas, como especiarias, em
quantidades menores.
Destinos
e Legado:
Navios de Zheng He: As Grandes Viagens de Zheng He exploraram
rotas ao longo do Oceano Índico e alcançaram territórios na Ásia, África e até
mesmo na costa leste africana. O legado dessas viagens influenciou as relações
diplomáticas e comerciais entre a China e outras nações, mas a China
eventualmente parou de investir em expedições marítimas em grande escala.
Caravelas portuguesas: As caravelas portuguesas desempenharam um
papel crucial na Era dos Descobrimentos, explorando rotas que levariam
ao estabelecimento de impérios coloniais portugueses em regiões como o Brasil,
a África e as Índias Orientais. O legado das caravelas é significativo na
história das viagens de descobrimento e na expansão europeia.
Em
resumo, as embarcações de Zheng He e as caravelas portuguesas eram
representativas das diferentes abordagens e objectivos das respectivas nações
durante o século XVI. Enquanto as embarcações de Zheng He eram projectadas
principalmente para exploração e diplomacia, as caravelas portuguesas eram
centradas em encontrar rotas comerciais e estabelecer “impérios coloniais”.
Ambas são testemunhas da notável engenharia naval e das conquistas marítimas da
época.
Os Banhos Muçulmanos na Idade Média foram muito mais do que
simples instalações de higiene. Eram centros de negócios restritos, onde as
pessoas se reuniam para acompanhar transacções comerciais e estabelecer ligações
sociais. Além disso, esses estabelecimentos desempenharam um papel importante
na promoção da higiene pessoal e religiosa, atendendo às necessidades tanto
físicas quanto espirituais da sociedade da época. Para as mulheres, os Hammams
oferecem um espaço importante de convívio e de socialização, permitindo-lhes
escapar das limitações de seus papéis tradicionais. Portanto, os Banhos
Muçulmanos representam um aspecto fascinante e multifacetado da vida medieval, onde
a sociedade reflecte a riqueza da cultura na Idade Média.
A Idade Média foi um período na história marcado por
profundas transformações sociais, culturais e arquitectónicas. Nesse contexto,
os Banhos Muçulmanos emergiram como elementos emblemáticos de uma sociedade
dinâmica e rica em cultura, destacando-se não apenas como lugares de higiene,
mas também como centros de negócios e convívio, onde as mulheres desempenhavam
papéis cruciais. Nesta dissertação, exploraremos o papel dos banhos públicos
muçulmanos na Idade Média, destacando as suas zonas de negócios e espaços de
convívio feminino.
Os Banhos, conhecidos como “Hammams”,
desempenharam um papel multifacetado nas sociedades muçulmanas da Idade Média.
Originalmente introduzidos pelos romanos, esses estabelecimentos foram
aprimorados e adaptados pelos muçulmanos ao longo dos séculos, tornando-se
locais essenciais para a higiene e a socialização. No entanto, a sua
importância é além disso, eficiente como zonas de negócios cruciais.
Inicialmente, os Hammams eram centros de
comércio onde as pessoas se reuniam para realizar negócios e trocar
informações. Comerciantes, artesãos e mercadores frequentemente visitavam esses
locais para estabelecer conexões comerciais, adquirir bens e obter informações
sobre tendências de mercado. Os banhos, portanto, não eram apenas locais para a
limpeza do corpo, mas também onde se podiam “lavar” os negócios e
as transacções comerciais.
Além disso, os “Hammams” oferecem um espaço
importante para o convívio social. As pessoas reúnem-se para relaxar, conversar
e fortalecer laços de amizade. Esses locais eram verdadeiros refúgios do stress
do quotidiano, proporcionando um ambiente acolhedor e terapêutico. O calor, a humidade
e as massagens oferecidas nos Hammams tinham benefícios tanto
para o corpo quanto para a mente, tornando-os lugares ideais para a
socialização.
As mulheres desempenhavam um papel fundamental nesses espaços
sociais. Muitas vezes, os Hammams eram divididos por género,
permitindo que as mulheres tivessem o seu próprio espaço de convívio. Isso era
especialmente importante numa sociedade onde as mulheres tinham papéis
socialmente definidos e, muitas vezes, ficavam confinadas aos limites do lar.
Nos Hammams, onde as mulheres se pudiam reunir, compartilhar
histórias e experiências, fortalecer os seus laços sociais e, por vezes,
discutir assuntos importantes.
Os banhos públicos muçulmanos também desempenharam um papel
crucial na promoção da higiene pessoal e colectiva. Numa época em que a
medicina estava longe de ser tão avançada quanto hoje, a prática regular de
banhos era vista como essencial para a saúde e o bem-estar. Os Hammams
oferecem não apenas a oportunidade de lavar o corpo, mas também de relaxar e
rejuvenescer, com vapor quente e massagens terapêuticas.
Além disso, a higiene era vista como uma parte essencial da
fé islâmica. Um ritual de purificação, conhecido como "Wudu",
envolve uma lavagem de partes específicas do corpo antes das orações. Os Hammams
ofereciam um local adequado para esse ritual, permitindo que os muçulmanos
cumprissem as suas obrigações religiosas de maneira adequada.
A história de Portugal é rica em
eventos marcantes, desde a sua fundação até à sua influência global durante os
Descobrimentos. No entanto, surge uma questão intrigante: o que foi Portugal no
seu início? Foi resultado do acaso ou um projecto deliberado para transformar a
História? Esta dissertação busca lançar luz sobre essa questão complexa.
Para compreender as origens de
Portugal, é crucial contextualizar o período histórico. No início do segundo milénio,
a Península Ibérica era um mosaico de culturas, com cristãos, muçulmanos e
moçárabes coexistindo num território disputado. Nesse contexto, a formação de
Portugal emerge como um enigma.
Uma teoria sugere que Portugal
poderia ser um resultado do acaso. A Batalha de São Mamede em 1128, onde D.
Afonso I (Afonso Henriques) derrotou a sua mãe, D. Teresa, e o conde galego
Fernão Peres de Trava, é frequentemente citada como um marco. Afonso Henriques,
proclamando-se como um líder independente, deu origem ao Condado Portucalense.
Poderíamos argumentar que a ascensão de Portugal foi o resultado de eventos
contingentes, como essa batalha e outros factores imprevisíveis.
Por outro lado, existe uma
perspectiva que sustenta que Portugal foi um projecto deliberado. D. Afonso I
não apenas proclamou a independência, mas também consolidou o território,
promoveu o Cristianismo e fortaleceu a cultura local. A sua visão de um estado
independente e cristão pode ser interpretada como um projecto consciente para
transformar a História. Além disso, os tratados de Zamora e Badajoz, que
definiram as fronteiras do Condado Portucalense, demonstram uma abordagem estratégica
à expansão territorial.
A religião desempenhou um papel
fundamental na formação de Portugal, pois a Igreja Católica apoiou a causa de
Afonso Henriques, contribuindo para a consolidação do projecto português. A
influência das cruzadas também moldou o contexto religioso e político da época.
A cultura e a identidade
portuguesas também se desenvolveram nesse período. A língua portuguesa evoluiu,
e a literatura trovadoresca, como as Cantigas de Amor, floresceu. Isso não
parece ser mero acaso, mas sim um reflexo de um povo que estava a forjar a sua
identidade cultural.
O impacto de Portugal na História
é inegável. Durante os Descobrimentos, os exploradores portugueses como Vasco
da Gama, Pedro Álvares Cabral, Bartolomeu Dias, Diogo Cão e outros desbravaram
novas rotas marítimas e ampliaram o conhecimento do mundo. O Tratado de
Tordesilhas dividiu o Novo Mundo entre Portugal e Espanha, consolidando o poder
global de Portugal.
Portugal também difundiu a
cultura e a língua portuguesa pelo mundo, deixando um legado duradouro em
lugares tão distantes quanto o Brasil, Macau e Moçambique.
Em conclusão, a formação de
Portugal foi um processo complexo que envolveu elementos de acaso e projecto
deliberado. A Batalha de São Mamede e outros eventos imprevisíveis podem ter
desempenhado um papel significativo, mas a visão e as acções de líderes como D.
Afonso I foram fundamentais para a criação de Portugal como um projecto
consciente para transformar a História. A história de Portugal é um testemunho
da capacidade humana de moldar o destino por meio de decisões estratégicas e da
busca de uma identidade cultural única, deixando um impacto duradouro no mundo.
Os Descobrimentos Portugueses
Reinado de D. João I
(1385-1433)
1415 - Conquista de Ceuta
1418 - João Gonçalves Zarco e
Tristão Vaz descobrem a Ilha de Porto Santo
1419 - João Gonçalves Zarco e
Tristão Vaz descobrem a Ilha da Madeira
1427 - Diogo de Silves descobre
as Ilhas dos Açores
Reinado de D. Duarte
(1433-38)
1434 - Gil Eanes dobra o Cabo
Bojador
Reinado de D. Afonso V
(1438-1481)
1441 - Nuno Tristão conduz a
expedição ao Cabo Branco, na Costa de África
1445 - Nuno Tristão conduz a
expedição ao Senegal
Reinado de D. João II
(1481-95)
1460 - Diogo Gomes descobre o
arquipélago de Cabo Verde
1471 - Descoberta das ilhas de
Fernão Pó, São Tomé, Príncipe e Ano Bom
1483 - Diogo Cão descobre a foz
do Rio Congo
1485 - Diogo Cão chega à Namíbia
1488 - Bartolomeu Dias dobra o
Cabo da Boa Esperança
Reinado de D. Manuel I
(1495-1521)
1498 - Vasco da Gama descobre o
Caminho Marítimo para a Índia
1500 - Pedro Álvares Cabral
descobre o Brasil
1501 - Gaspar Corte Real chega à
Terra Nova
1510 - Afonso de Albuquerque
conquista Goa
1511 - Os navegadores portugueses
chegam às Ilhas Molucas
1513 - Portugueses estabelecem
feitorias na China, Macau e Cantão
1519 - O português Fernão de
Magalhães inicia a primeira viagem de circum-navegação do globo, que termina em
1522
Reinado de D. João III
(1521-57)
1543 - Os navegadores portugueses
chegam ao Japão
Obrigado por elas – as notícias. São muitas e coloridas...
A gestão de conteúdos que os órgãos de comunicação social
fazem não têm nada a ver com a difusão das mesmas. Estas empresas são meras
gestoras de conteúdos. Não interessa o quê nem a quem se destina, desde que o
produto se venda.
Por exemplo, hoje à hora do almoço, já não interessava a
vacinação ou os problemas de saúde? Apareceu um novo produto que vendia mais –
o terrorista informático. A pandemia foi esquecida. Não porque já tivesse
passado, mas havia um produto que vendia melhor. Recolheram os jornalistas
"especializados" em pandemias e fizeram avançar os especialistas em
terrorismo informático. A merda é a mesma; mudou o título da especialidade dos
estagiários... que são os mesmos.
Agora, ficamos com a indefinição da guerra da Rússia ou da
Ucrânia. Que venham os economistas e os gestores de conteúdos para apontarem as
estratégias a seguir. Ouçamos as interpretações (repetições) dos discursos dos políticos,
porém traduzidas e interpretadas pelos gestores de conteúdos…
Relativamente ao encontro internacional subordinada ao "COP
26" titula, Andreia Sanches, no editorial do Público, de 14 de Novembro
p.p.: “O que dirão os netos deles deste ‘acordo imperfeito´”?
Respondo já: Não irão dizer nada, pois nada sentirão. Quem
foi educado fora do amor não reconhece a falta de amor, nem de quem os educou,
logo, não sabem o que é amor. Foram educados na preocupação exclusiva consigo e
com os seus próprios interesses. Para eles, o amor, o respeito pelos outros e
pela liberdade não os realiza. A família, porque não alimenta o seu
egocentrismo, deixará de ter importância; valerá, tão somente o seu
individualismo. Escusa, quando necessitar, pedir ajuda porque ninguém lhes ligará.
E, mesmo as manifestações dos resquícios de amor serão somente instinto. Este
acordo fracassado é mais um passo para acabar de vez com o amor ou então o amor
já acabou.
No princípio a socialização estará somente ligada ao prazer individual
e à procriação; depois, nem isso.
Toda esta impotência da humanidade serve para acabar de vez
com o amor.
Talvez nem cheguemos a esta fase porque, entretanto, o mundo
acaba.
A
Igreja não é somente para homens.
«Uma questão que está sempre em estudo, sem nenhuma conclusão, é
o papel das mulheres na Igreja e nos chamados ministérios ordenados como, por
exemplo, o da presidência da Eucaristia.
Posso estar muito enganado, mas esta Carta é um exercício magnífico de ironia pastoral. Bergoglio
tem-se esforçado por realçar que o lugar das mulheres na Igreja está muito desfasado
em relação ao papel que desempenham na vida social, cultural, económica e
política em muitos países. Homens e mulheres gozam cada vez mais, ainda com
muitas distorções, dos mesmos direitos e deveres cívicos.
No entanto, o Papa Francisco esbarra com a Carta Apostólica de João Paulo II, Ordinatio Sacerdotalis (22.05.1994): “A ordenação sacerdotal, mediante a qual se transmite a função confiada por Cristo aos apóstolos, de ensinar, santificar e reger os fiéis, foi reservada sempre, na Igreja Católica, exclusivamente aos homens.” Esta Carta precisa de uma hermenêutica rigorosa que mostre que ela continua com as imagens de um mundo que está condenado a desaparecer. Ao publicar um Motu Proprio sobre o que já não precisava de nenhuma publicação, o Papa Francisco manifesta o ridículo da situação actual. 1»
Cristo não entregou a missão de divulgação do reino somente a
homens; fê-lo, também e por excelência, a mulheres. Lembremos:
Maria
Madalena, quando chegou ao sepulcro e não encontrou lá o corpo do Senhor,
julgou que alguém O tinha levado e foi avisar os discípulos. Estes vieram
também ao sepulcro, viram e acreditaram no que essa mulher lhes dissera. Destes
está escrito logo a seguir: E regressaram os discípulos para sua casa. E depois
acrescenta-se: Maria, porém, estava cá fora, junto do sepulcro, a chorar.
Estes
factos levam-nos a considerar a grandeza do amor que inflamava a alma desta
mulher, que não se afastava do sepulcro do Senhor, mesmo depois de se terem
afastado os discípulos. Procurava a quem não encontrava, chorava enquanto
buscava e, abrasada no fogo do amor, sentia a ardente saudade d’Aquele que
pensava ter-lhe sido roubado. Por isso, só ela O viu então, porque só ela ficou
a procurá-l’O. Na verdade, a eficácia das boas obras está na perseverança, como
afirma também a voz da Verdade: Quem perseverar até ao fim será salvo.
Começou
a buscar e não encontrou; continuou a procurar e finalmente encontrou. Os
desejos foram aumentando com a espera e fizeram que chegasse a encontrar.
Porque os desejos santos crescem com a demora; mas os que esfriam com a dilação
não são desejos autênticos. Todas as pessoas que chegaram à verdade,
conseguiram-no porque lhe dedicaram um amor ardente. Por isso afirmou David: A
minha alma tem sede do Deus vivo; quando irei contemplar a face de Deus? Por
isso também diz a Igreja no Cântico dos Cânticos: Estou ferida pelo amor. E
ainda: A minha alma desfalece.
Mulher,
porque choras? Quem procuras? É interrogada sobre a causa da sua dor, para que
aumente o seu desejo e, ao mencionar ela o nome de quem procurava, mais se
inflame no amor que Lhe tem.
Disse-lhe
Jesus: Maria! Depois de a ter tratado pelo nome comum de “mulher”, sem que ela
O tenha reconhecido, chamou-a pelo nome próprio. Foi como se lhe dissesse
abertamente: “Reconhece Aquele que te conhece a ti. Não é de modo genérico que
te conheço, mas pessoalmente”. Por isso Maria, ao ser chamada pelo seu nome,
reconhece quem lhe falou; e imediatamente lhe chama “Rabbúni”, isto é,
“Mestre”. Era Ele a quem procurava externamente e era Ele quem a ensinava
interiormente a procurá-l’O e a divulgá-l’O.
Quase
desde sempre as mulheres eram excluídas da sucessão. Quando contraiam matrimónio
recebiam um dote, constituído de bens que seriam administrados pelo marido. O
casamento era um pacto entre duas famílias, o seu objectivo era simplesmente a
procriação. A mulher era, ao mesmo tempo, doada e recebida, como um ser
passivo.
O
marido que amasse excessivamente a sua esposa era visto como adúltero (luta
constante entre o amor platónico e o amor físico/carnal, defendido, também, no
Renascimento). Não deveria usá-la como se fosse uma prostituta. A mulher não
podia tratar o marido como se ele fosse o seu amante. Através do casamento, o
corpo da mulher passava a pertencer ao seu esposo. Mas a alma dela deveria
sempre permanecer na posse de Deus.
Para
a maioria dos pensadores da IdadeMédia, a palavra latina que designava o sexo
masculino – Vir –, lembrava-lhes “Virtus”, isto é, força, rectidão,
virtude. Para Mulier, o termo que designava o sexo feminino lembrava –Mollitia
–, relacionada à fraqueza, à flexibilidade e à simulação.
A
mulher deveria ser vista como submissa, pois, era temida. Considerava-se que a
mulher era o pecado, a carne fraca. O casamento não tinha, como objectivo unir
pessoas que se amassem, ou dar prazer a alguma das partes, mas sim o propósito
da procriação.
A
mulher, quando se casava, simplesmente trocava de homem ao qual tinha de se
submeter – de pai para, depois, marido.
A
prostituição era considerada um “mal necessário”, pois curava vontades de
jovens e clérigos, mas ainda assim as prostitutas eram, tal como ainda hoje,
marginalizadas da sociedade.
Em
algumas doutrinas diferentes do catolicismo a mulher poderia ter os mesmos
direitos que os homens; todavia, embora a religião tenha evoluído bastante a
partir da contra-reforma, a mulher continuava a ser discriminada pela Igreja.
Parece
que o Papa Francisco continua solitário nesta grande tarefa. Creio, contudo,
que a igualdade de género está para breve. Cristo escolheu uma mulher – Maria
Madalena – para testemunhar a sua ressurreição e divulgar aos outros apóstolos
este feito, em primeira mão.
Julgava que, depois
da 2.ª Guerra Mundial e da inundação da América Latina por criminosos dessa
guerra, a aprendizagem dos povos tinha sido eloquente, com consequente caça a tal
gente. Percebeu-se que não poderiam ficar impunes.