terça-feira, 26 de julho de 2011

Efemérides I


D. António, Prior do Crato, começou a governar o país a partir dos Açores, local onde se refugiou depois da derrota na Batalha de Alcântara infringida pelos espanhóis, comandados pelo Duque de Alba. Governou a partir da ilha Terceira, até se ter exilado em França, após a derrota da Batalha Naval travada ao largo da Ilha de S. Miguel, em 26 de Julho de 1582 – faz hoje, precisamente, 429 anos.
Começava a dinastia filipina, com Filipe II de Espanha, I de Portugal. D. António contava, ainda, com o apoio da rainha Isabel I, de Inglaterra, que se tinha tornado, entretanto, inimiga de Espanha.
Os ingleses tinham grande interesse no arquipélago dos Açores (ou teria sido, eventualmente, insinuada a sua oferta por D. António?), que assegurava o domínio do Atlântico Norte. D. António oferecia-se como aliado da Inglaterra. O início da guerra anglo-espanhola levou à criação da lendária Armada Invencível, por D. Filipe II, de Espanha (I de Portugal) com o objectivo de subjugar a Inglaterra ao domínio espanhol dos mares. A armada espanhola viria a ser derrotada, no entanto, com graves consequências para os mercadores e frotas portuguesas.
E, assim, 429 anos depois, penso: – Com um governo como o que temos e com parceiros europeus como os actuais (EU), não precisamos de inimigos. Mesmo que derrotem “a armada do país opressor”, quem se lixará, sempre, … seremos nós!

Então, sabiam que estivemos na iminência de perdermos o nosso ouro… há poucos dias?  Leiam a notícia do Económico: “Ouro português e ilhas gregas estiveram em risco”.

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