quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

DA MINHA CORRESPONDÊNCIA COM O EDUARDO (5)
















[…]

Voltou, novamente, a política circense.

Uma das coisas de que eu gostava nos circos era os palhaços. As suas mal disfarçadas contradições e os trocadilhos utilizados nos seus discursos faziam rir e dispunham bem. Tenho, contudo, pena do “casting” de palhaços escolhidos para o circo par(a)lamentar. Há lá personagens que nem para saltimbancos de rua serviam...  Não se interessam por agradar o público, mas, tão-só, prejudicar a actuação dos seus “partenairs”, mesmo que isso possa pôr em risco a sua própria actuação no espectáculo. As rábulas dos palhaços estão muito mal construídas, pecam pela falta de graça e agridem o público pagante que assiste ao espectáculo.

É triste! Que saudades que eu tenho de um bom espectáculo circense...!

Todavia, que não periguem mais o circo. Não introduzam espectáculos de leões, ou tigres ou quaisquer outras feras, pois, com esta selecção de artistas, os domadores escolhidos poderão não estar suficientemente preparados e provocar a morte dos artistas... e, com isto, o fim do circo. Desta forma, quando chegasse o Natal, o pai-natal não poderia “ir com o coelhinho ao circo” (expressão utilizada, há bastante tempo, num anúncio de uma marca de chocolates).


[…]

Sem comentários: