sábado, 9 de julho de 2011

O Assassinato económico do resto do Mundo


Através do testemunho do ex-assassino económico John Perkins, como ele se auto intitula, poderemos perceber como se está a destruir Portugal e a Europa.

A receita é simples:

1º - Garante-se a FORÇA da moeda


2º - Garante-se o PAGAMENTO da Liberdade



3ºAssassina-se a Economia



sexta-feira, 8 de julho de 2011

A Golpada


Através deste brilhante artigo (que transcrevo, a seguir) de Daniel Amaral – A Golpada –, talvez se perceba um pouco melhor a desonestidade dos políticos que agora “conquistaram” o poder; e, ainda por cima, admiram-se que as agências de rating avaliem as suas competências (que foi isto que elas fizeram): além de indignos, são falsos, mesquinhos, ardilosos e mentirosos.
O povo português foi traído!
 A Golpada

“Contrariando tudo o que dissera durante a campanha eleitoral, a primeira medida tomada por Passos Coelho foi aumentar o IRS, através do corte de cerca de 50% no subsídio de Natal.
Argumento invocado: o anterior Governo, que declarara um excedente de €432 milhões no orçamento do primeiro trimestre, foi agora desmentido pelo INE, que encontrou um défice de €3.177 milhões. Eis um episódio triste, de que o actual PM deveria envergonhar-se.
O episódio é triste por dois motivos. Em primeiro lugar, não se percebe como é que um défice de €3.177 milhões no primeiro trimestre pode impedir o défice de €10.068 milhões no final do ano, quando as medidas aprovadas visaram exactamente este valor. Em segundo lugar, releva de uma profunda ignorância confundir a contabilidade pública com a contabilidade nacional, onde a semelhança é idêntica à que existe entre um pepino e um girassol.
Façamos a analogia com o mundo empresarial. Nas empresas, a prestação de contas faz-se igualmente de duas maneiras: de um lado temos o balanço, que compara os proveitos com os custos, e por diferença obtêm-se os resultados; do outro lado temos o caixa, que compara as receitas com as despesas, de cuja diferença resulta o saldo. Dando de barato que os critérios de cálculo estejam correctíssimos, a discrepância de números pode ser abissal.
Imaginemos a aquisição de um equipamento por 100, pago integralmente no acto da compra e contabilisticamente amortizável em 5 anos. Na óptica do caixa, o valor registado é de 100; na óptica do balanço, o valor registado é de 20, porque os outros 80 transitam para os exercícios seguintes. Num lado há o valor que se gastou; no outro aquele que se imputou ao exercício. E podíamos escolher um só deles? Podíamos, mas não era a mesma coisa.
A conclusão a extrair de tudo isto é que Passos Coelho vive obcecado com a ‘troika', que a todo o custo quer ultrapassar pela direita. E esta diferença nos orçamentos caiu como sopa no mel: o Governo anterior foi chamado de irresponsável, os ‘troikistas' sorriram de orelha a orelha e o Estado ainda se prepara para encaixar uns milhões.
Mas o expediente não resultou. E o novato que se supunha diferente revelou-se igual a tantos outros: um político que não olha a meios para atingir os fins.
Não foi um gesto bonito.”

terça-feira, 5 de julho de 2011

O melhor comentário


Li, às primeiras horas de hoje, por acaso, no “ionline”, na rubrica “o melhor comentário”, o seguinte texto:
 Obrigado, Maria de Carvalho, por, em tão poucas palavras, nos transmitir tão grande quantidade de informação. Seria um enorme chamamento à razão, se o Sr. Ministro lesse esta sua mensagem e fosse suficientemente humilde para aprender…

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Na dúvida, consultem um médico...


Fernando Nobre esteve doente (?) e faltou dois dias ao parlamento; todavia, antes de se apresentar, informou o líder do partido pelo qual se tinha candidatado a presidente da Assembleia da República a deputado, como cabeça de lista por Lisboa, que renunciava. Julgo que ao cargo… (Informação transmitida, sem grande alarido, nos órgãos de comunicação social; se calhar, pelo melindre da doença…)
Está, de facto, doente. Já tinha reparado em algumas atitudes que, nestes últimos tempos, vinha tomando; até pediu para lhe darem tiros na cabeça, pois só assim impediriam que fosse presidente (penso que, neste caso, se referia a presidente da República). É grave!
De qualquer maneira, é doença; e, julgo, contagiosa. Só não sei se contagiou, ou foi contagiado. Todavia, aqueles que com ele conviveram deveriam ficar de quarentena, pois, ou são os agentes contaminadores, ou foram contaminados.
Não sou médico e quedo-me na incerteza: há cura para estes males?
– Na dúvida, consultem um médico…

domingo, 3 de julho de 2011

Farto de ser cobaia


O EXPRESSO online, ao fim do dia 3, Domingo, informava:
 O New Deal (em português "novo acordo") foi o nome dado a uma série de programas desenvolvidos nos Estados Unidos da América (EUA) entre os anos 33 e 37, do século passado, durante a presidência de Franklin Roosevelt. Pretendeu-se com os programas do “New Deal” recuperar e corrigir a economia norte-americana, depois dos prejuízos causados pela Grande Depressão.
Poderemos resumir os programas ao seguinte:
1.      - Investimento maciço em obras públicas: o governo investiu US$ 4 biliões (valores não corrigidos pela inflação) na construção de centrais hidroeléctricas, barragens, pontes, hospitais, escolas, aeroportos, etc. Tais obras geraram milhões de novos empregos;
2.       - Destruição dos stocks de produtos agrícolas (como o algodão, o trigo e o milho), a fim de conter a queda dos preços;
3.       - Controlo dos preços e da produção, a fim de evitar a super-produção na agricultura e na indústria;
4.       - Diminuição da jornada de trabalho, com o objectivo de se criarem mais e novos postos de trabalho.

O anterior Governo português já tinha reconhecido a necessidade de se promover um investimento maciço em centrais hidroeléctricas, barragens, pontes, hospitais, escolas, aeroportos, etc.
Do encontro noticiado pelo Der Spiegel e pelo Expresso entre os ex-primeiros-ministros Guy Verhofstadt (Bélgica), Giuliano Amato (Itália), Michel Rocard (França) e o ex-presidente Português Jorge Sampaio, resultou o apelo à criação de uma solução semelhante ao New Deal dos EUA, nos anos 30 do século passado.
A solução de problemas como os que a Europa está a atravessar (e Portugal em especial) já foi inventada. Não precisamos de novos economistas, com novas ideias, tentando novas soluções e experiências, neste laboratório de testes – Portugal.
Mas, mesmo assim, têm de experimentar qualquer coisa para … para… para quê?
Suspenderam as obras públicas, estradas, túneis; tentaram despedir trabalhadores dos estaleiros de Viana; criaram um imposto extraordinário de 50% sobre o valor do Subsídio de Natal.
Oh, meu Deus, já estou farto de ser cobaia, neste laboratório de testes!

Come e cala-te

Às vezes fico na dúvida: o Estado português – ou, mais concretamente, o Presidente da República e o Governo – zela pelo interesse dos portugueses ou é um mero intermediário das forças internacionais que exploram e sugam os nossos bens, a nossa cultura, a nossa língua, a nossa alma…?
Segundo o Correio da Manhã (CM) “No final de uma cerimónia de inauguração de um monumento em homenagem aos fuzileiros, no Barreiro, Cavaco Silva foi questionado sobre se compreende a adopção de uma contribuição extraordinária em sede de IRS, que segundo o primeiro-ministro, Passos Coelho, será equivalente a metade do subsídio de Natal acima do salário mínimo nacional.
A situação actual do nosso país não é uma fatalidade, e os portugueses devem, de facto, pensar isso mesmo: não é uma fatalidade. Se nós cumprirmos rigorosamente os compromissos que assumimos perante as entidades internacionais há uma grande possibilidade de melhores dias chegarem no futuro", respondeu o Chefe de Estado.”
Não seria melhor dizerem: Portem-se bem, se não comem mais…!
Tudo isto faz-me lembrar aquela história do menino, durante a ditadura do Estado Novo, enquanto decorria um silencioso almoço perguntou ao pai (que à mesa, e não só, não se falava):
– Pai, o que é ditadura?
Ao que o pai respondeu:
– Come e cala-te…!